Vladimir Kush

Vladimir KUSH, Ripples on the Ocean, (Ondulações no Oceano)

Rumi

A vela do navio do ser humano é a fé.
Quando há uma vela, o vento pode levá-lo
A um lugar após outro de poder e maravilha.
Sem vela, todas as palavras são ventos.

Jalāl-ad-Dīn Muhammad RUMI




quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Começou o ano 5769

Na passada segunda-feira, 29 de Setembro, ao pôr-do-sol, os judeus começaram a celebrar o Rosh Hashanah que dá início ao ano 5769 do calendário judaico. Foi o dia 1 de Tshiri, o sétimo mês do ano.

Ao Rosh Hashanah (Cabeça do Ano) que dura até ao pôr-do-sol de hoje, seguem-se dez dias de penitência, temor e arrependimento que culminam no Yom Kippur (Dia da Expiação) que terá início ao pôr-do-sol de 8 de Outubro.

Tocar e escutar o shofar, instrumento feito de chifre de carneiro, faz parte da celebração de Rosh Hashanah.

O calendário judaico é um calendário lunar e solar. O primeiro dia de cada mês começa ao pôr-do-sol do dia da lua nova.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

O que é o dinheiro?

O valor do dinheiro não é material, é convencional. Agora os escudos não valem nada e com euros compra-se o que está à venda. Agora não vale nada o que se comprou ontem com um empréstimo que vai demorar anos a pagar. Quem não tem dinheiro julga que seria mais feliz se tivesse muito, quem tem dinheiro e não se sente feliz não sabe o que lhe falta. Há quem tenha dinheiro e se julgue pobre porque só repara em quem tem mais e quem não tenha dinheiro e se julgue rico porque só vê os que têm menos. Há finalmente mil e um outros assuntos que fazem esquecer este. Num mundo obcecado pelo dinheiro, no entanto, este não está nos currículos escolares. O que é o dinheiro? De quem é o dinheiro? Quem faz o dinheiro? Onde é feito? Onde são feitas as máquinas de fazer dinheiro? Quem trabalha nessas fábricas? Ninguém nas escolas sabe nada sobre isto. Porquê?

Esta é apenas uma das inúmeras coisas que não se aprendem na escola, onde, no entanto, se ensinam e aprendem tantas coisas desejadas e indesejadas.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

sábado, 27 de setembro de 2008

rios de poesia

Antes de haver internet e blogs era muito complicado publicar. Agora há rios de poesia a correr para o oceano da net...

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Como saber se o inverno vai ser frio

No outono os índios Blackfeet perguntaram ao Chefe se o inverno ia ser frio ou não. O Chefe não sabia realmente mas respondeu que sim, que o inverno ia ser frio, e que todos deviam ir apanhar e cortar lenha.

Como ele era um bom Chefe foi de seguida à cabine telefónica mais próxima, ligou para o Serviço Meteorológico Nacional e perguntou: “Este inverno vai ser frio?” O homem ao telefone respondeu, “Sim, com certeza que este inverno vai ser frio.”

Portanto o Chefe voltou para o seu povo e disse-lhes que se despachassem a apanhar ainda mais lenha.

Uma semana onde mais tarde ligou novamente para o Serviço Meteorológico Nacional “O inverno vai ser muito frio?”

“Sim,” respondeu o homem, “vai ser um inverno muito frio.”

Assim o Chefe voltou para o seu povo e disse-lhes que apanhassem cada bocadinho de madeira que conseguissem encontrar.

Duas semanas mais tarde telefonou outra vez para o Serviço Meteorológico Nacional e perguntou: “Tem a certeza absoluta de que o inverno vai ser muito frio?”

“Absoluta” respondeu o homem, “os Blackfeet andam a apanhar lenha que nem doidos!”

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

"O gosto de escrever que vou perdendo"

Hoje encontrei um site onde está todo o texto de Os Lusíadas e que permite pesquisar palavras no texto, o que pode ser um passatempo interessante. Foi assim que descobri esta frase de Luís de Camões:

“O gosto de escrever, que vou perdendo.” Canto X, estrofe 8, linha 8

E veio-me à memória uma frase batida: acontece aos melhores.

Obrigada também ao Sérgio Godinho porque não me ocorreu melhor que citá-lo :)

Que seria de nós sem os nossos poetas?

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Silêncio

Não basta não dizer nada, ou não escrever nada, para transmitir silêncio.

O silêncio não se transmite, está sempre aqui para nós - podemos ocultá-lo com barulho, ou brincar com ele com música, mas não podemos criá-lo nem destruí-lo.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Um acordeão faz-se por três fases

José Domingos Horta, construtor de acordeões, Tavira

«Um acordeão faz-se por três fases: é a caixa, o fole e a mecânica. Isto antes de tocar, porque depois vem a música e os cepos. Faço tudo, está a ver? As peças, essas também as faço aqui. Cada cunho daqueles faz uma peça…».

«Aqui só se compram os botões, os fechos e os grampos. De resto, tudo é feito por mim».

«Ainda no outro dia deu uma reportagem, na televisão, a dizer que a única fábrica de acordeões estava em Ferreira do Zêzere. Mas só eu é que os faço do princípio ao fim! As outras pessoas montam peças ou reparam-nos.»

«Ainda quis ensinar a alguns jovens as técnicas, mas a verdade é que foi mais o tempo que demorei a preparar o material, do que o que eles estiveram na oficina. É preciso vagar para aprender e as pessoas não estão para isso»

sábado, 20 de setembro de 2008

Faz hoje cem anos

Esta história de Little Nemo in Slumberland foi publicada num jornal americano há cem anos. Era domingo. O seu autor foi Winsor McCay.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Acordar

Acordar é uma experiência quotidiana que nunca acontece da mesma maneira.

Quando acontece de manhã dá início áquilo a que chamamos um dia. Quando acontece a meio do dia dá início a um período de vigília. Quando acontece a meio da noite dá início a um período de insónia.

Lá, de onde acordamos, tivemos ou não tivemos sonhos de que nos recordamos ou não nos recordamos e nos fazem sentir o que sentimos ao acordar.

Cá, onde acordamos, há que estabelecer a relação com o onde, o quando e o como estávamos quando nos deixámos dormir - o que nem sempre é fácil - e ainda com o onde, o quando e o como estamos ao acordar - o que também pode ser difícil.

Ao acordar podemos sentir a realidade a reconstituir-se para nós.