Vladimir Kush

Vladimir KUSH, Ripples on the Ocean, (Ondulações no Oceano)

Rumi

A vela do navio do ser humano é a fé.
Quando há uma vela, o vento pode levá-lo
A um lugar após outro de poder e maravilha.
Sem vela, todas as palavras são ventos.

Jalāl-ad-Dīn Muhammad RUMI




sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Diante do mar

Perante linhas que se despenham
numa desarticulação cadenciada
um pensamento, mesmo o mais trivial
coloca-nos no centro de uma tempestade
Um reino subterrâneo
avança a intervalos pela casa fora
emerge muito lentamente
o declive
que para sempre nos separa

Imagina que tudo isto ocorre antes do próximo Inverno
E mesmo ao escurecer estás diante do mar
O mar como nunca antes o viste

José Tolentino Mendonça, O Viajante Sem Sono, Assírio & Alvim, Odivelas, 2009

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

A cadeira da sereia

Uma princesa de Brest chamada Asenora, era casada com um rei bretão. Quando estava grávida o rei acusou-a de adultério e atirou-a ao mar dentro de um barril. Visitada por um anjo, quando flutuava no mar da Cornualha, deu à luz um filho nas ondas. Deram à costa e sobreviveram. Mais tarde ela fundou uma capela em Zennor. A cadeira da sereia está nesta capela. (Lenda e fotografias na Wikipedia) 

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

adultério

«A mais debatida das questões era a do adultério, agora quási desaparecida pela nova moral. Naquele tempo os homens peiteavam as mulheres no sentido de arranjarem amantes, entre os indígenas ricos, a-fim-de eles, apanhando-os em flagrante delito, os obrigarem a pesada multa, a indemnização avultada! A mulher, por motivo de adultério, não é repudiada nem dá causa a divórcio. O criminoso é apenas o amante - o «cahonga» - o desinquietador da mulher alheia, êsse o único a pagar a multa respectiva - o «ucói».

No interior de Luanda as questões por este motivo, provocadas propositadamente, não tinham fim, constituíam autêntica praga até a autoridade, com medidas severas, ter posto côbro a esta maneira de vigarizar o próximo.»

Luiz Figueira, «África Bantú Raças e tribos de Angola», Lisboa, 1938