A benção dada aos gritos cedo de manhã, como maldição é recebida.
Provérbios 27, 14
Generalizar
é singularizar a pluralidade.
Cor singulariza todas as cores.
Uma escada reúne degraus.
Precisamos de palavras para nos entendermos mas o efeito colateral é criarem mal entendidos, por isso precisamos de aprender sempre com quem não fala: pessoas, animais, plantas, pedras, nuvens e estrelas.
Generalizar é uma uma propriedade da linguagem muito problemática. Pretende condensar conhecimento mas muitas vezes é o principal obstáculo à compreensão. O paradoxo é que "não generalizar" é também uma generalização. Não é, Zenão de Eleia? O que é, é e não pode não ser. A deusa de Parmênides ensinou-lhe que também precisava de aprender o que não é. Precisamos de aprender o que não é porque as palavras o criam. Do que se pode falar ainda não é do que é. E temos que falar. Sorri. Enquanto há sorriso.
Estamos todos no mesmo barco, a «winged rock» de Mr. Herbert Trench.
G. K. Charleston, Disparates do Mundo, Sabedoria e Meteorologia, p.70, Moraes Editores
As cabras saltam no campo e espalham-se tanto que a paisagem se encabrita e se torna encosta.
«Baralha, com o sentido de baralho de cartas, foi feminino em época mais recuada da história linguística do Português: D. Francisco Manuel de Melo (Apólogos Dialogais, p. 209) e o Pe. António Vieira (Ali, 1964) utilizam ainda a forma feminina: «As cartas não hão de ser de outra baralha, senão as mesmas» (Sermões, 8, 261). J. P. Machado (Machado, 1987) já documenta o masculino no século XVIII: «inimiga mão lhe foi batendo/C’ um baralho de cartas pela cara» (Nicolau Tolentino, O Bilhar, em Obras Poéticas, I, p. 128).»
A categoria gramatical de género do português antigo ao português actual, Maria Carmen de Frias e Gouveia
https://core.ac.uk/download/pdf/19129463.pdf
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O mundo com nomes surgiu de um mundo sem nomes, é razoável prever um mundo onde já não há nomes
A calma paciência
de quem escreve à mão
um longo poema
de sol e sossego
numa casa
levantada do chão
com janelas para o céu
e para uma questão
que se põe a toda a gente
sem palavras
e com elas
não se consegue
responder.
A árvore está a
Ramar
A menina está a
Remar
A senhora está a
Rimar
A marinheira está a
Rumar
"A maior parte dos cartógrafos serve-se do nível médio das águas do mar, isto é, da altura média das águas em todas as marés, como plano de comparação, ou nível de referência. Sabendo-se que o nível médio do mar varia de um lugar para outro, cada país decidiu escolher um ponto onde deve ser medido. Em França regula-se pelo marégrafo de Marselha. Em Portugal há marégrafos instalados junto do porto de Lisboa, em Cascais, Portimão, Aveiro, etc. Desse modo a altitude média a partir do nível médio do mar nos diferentes países, poderá ser comparada. Para os Estados Unidos, esse nível médio geral obtém-se em Galveston, no Texas. A altitude medida a partir do nível médio do mar chama-se «altitude absoluta»."
Segredos e mistérios das cartas geográficas, texto de J.-A. Hathway, Editorial Verbo, Lisboa, 1965
A palavra «rosmaninho» vem do latim «rosmarinus» que significa «orvalho do mar». Alude à capacidade desta planta de terrenos secos necessitar apenas de névoas ou orvalho matinais para sobreviver.
Os meus ciumes, as minhas tragédias, o que é meu mas não queria que fosse.