Vladimir Kush

Vladimir KUSH, Ripples on the Ocean, (Ondulações no Oceano)

Rumi

A vela do navio do ser humano é a fé.
Quando há uma vela, o vento pode levá-lo
A um lugar após outro de poder e maravilha.
Sem vela, todas as palavras são ventos.

Jalāl-ad-Dīn Muhammad RUMI




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terça-feira, 19 de julho de 2022

Enquanto há sorriso

Generalizar

é singularizar a pluralidade.

Cor singulariza todas as cores.

Uma escada reúne degraus.

Precisamos de palavras para nos entendermos mas o efeito colateral é criarem mal entendidos,  por isso precisamos de aprender sempre com quem não fala: pessoas, animais, plantas, pedras, nuvens e estrelas.

Generalizar é uma uma propriedade da linguagem muito problemática. Pretende condensar conhecimento mas muitas vezes é o principal obstáculo à compreensão. O paradoxo é que "não generalizar" é também uma generalização. Não é, Zenão de Eleia? O que é, é e não pode não ser. A deusa de Parmênides ensinou-lhe que também precisava de aprender o que não é. Precisamos de aprender o que não é porque as palavras o criam. Do que se pode falar ainda não é do que é. E temos que falar. Sorri. Enquanto há sorriso.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Virgem do paraíso

Na Idade Média foram feitas "Virgens Abrideiras" estátuas da Virgem com o Menino ao colo que se abriam e continham no interior o Pai, o Filho e o Espírito Santo, assim como outras representações da vida de Cristo e Maria. A pesquisa mais frutuosa é por "Vierge Ouvrante" (em francês) porque a origem das esculturas é francesa. A palavra "Schreinmadonna" (em alemão) permite encontrar outras.

Esta está no Tesouro da Sé de Évora. A fotografia está no Inventário Artístico da Aquidiocese de Évora - ver aqui

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Fernando Pessoa, Mensagem, Segunda Parte, Mar Português, XI


A ÚLTIMA NAU
Levando a bordo El-Rei D. Sebastião,
E erguendo, como um nome, alto o pendão
Do Império,
Foi-se a última nau, ao sol aziago
Erma, e entre choros de ânsia e de pressago
Mistério.
Não voltou mais. A que ilha indescoberta
Aportou? Voltará da sorte incerta
Que teve?
Deus guarda o corpo e a forma do futuro,
Mas Sua luz projecta-o, sonho escuro
E breve.
Ah, quanto mais ao povo a alma falta,
Mais a minha alma atlântica se exalta
E entorna,
E em mim, num mar que não tem tempo ou espaço,
Vejo entre a cerração teu vulto baço
Que torna.
Não sei a hora, mas sei que há a hora,
Demore-a Deus, chame-lhe a alma embora
Mistério.
Surges ao sol em mim, e a névoa finda:
A mesma, e trazes o pendão ainda
Do Império.
s.d.
Mensagem. Fernando Pessoa. Lisboa: Parceria António Maria Pereira, 1934 (Lisboa: Ática, 10ª ed. 1972).
  - 71.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Chegaram as andorinhas

Vi as primeiras duas andorinhas no domingo passado e ainda não encontrei ninguém que as tivesse visto antes. Esta fotografia foi tirada na segunda-feira.

Aqui podem ouvir os cantos de muitos pássaros, incluindo as andorinhas, que podem ser procuradas por Hirundinidae.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

Bendito seja o fruto do vosso ventre


Depois do referendo sobre o aborto convém lembrar que a fertilidade é o valor fundamental. O desprezo votado às mães não casadas, sejam elas adolescentes ou não, e aos seus filhos, é uma das principais causas pelas quais as mulheres abortam. Algumas são obrigadas a abortar pelos homens: namorados, maridos ou pais; outras fazem-no por medo de exclusão social embora pensem que o fazem de livre vontade.