Consigo ir consigo até ao abrigo do figo.
Levo-te comigo até ao umbigo.
Saiu de casa
Com chave e dinheiro
Sem rumo
Sem companhia
Foi evitando o cheiro
Dos escapes
Até à periferia da aldeia
Onde não havia estrada
Mas pode comprar
Comida para o caminho
Em torno das habitações
Entre altas árvores
Médios arbustos
Ervas rasteiras
Pedras e bichos
Céu sem fim
Até um lugar bem bom
Para ver até mais não
Até lhe apetecer regressar
E passava debaixo das árvores
Caíam-lhe mulheres nuas no colo
E tinha que as levar a casa delas
Quando se adormece e sonha em andamento podemos saber que em muito pouco tempo, quase instantaneamente, tivemos um sonho que pareceu durar muito tempo.
Mohandas Karamchand Gandhi, nascido em Porbandar em 1869, veio a ser conhecido no final da vida por Mahatma, o da Grande Alma. O pai foi um alto funcionário administrativo no governo anglo-indiano. A educação familiar ensinou-lhe o ahimsa, o princípio do respeito por todos os seres vivos. Casou com 13 anos e teve quatro filhos. Gandhi foi enviado para Londres para estudar direito, que praticou durante pouco tempo no tribunal de Bombaim.
Em 1893 obrigações profissionais levaram-no à África do Sul, onde permaneceu durante vinte e um anos. Um homem branco pediu-lhe que abandonasse um compartimento de 1ª classe de um comboio em que viajava no Natal, o que ele fez. Este incidente marcou um ponto de viragem na sua vida, sendo na prática responsável pelo início das suas actividades políticas.
Abraham Pais, Einstein viveu aqui, p. 135, Gradiva, 1996
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