Vladimir Kush
Rumi
Quando há uma vela, o vento pode levá-lo
A um lugar após outro de poder e maravilha.
Sem vela, todas as palavras são ventos.
Jalāl-ad-Dīn Muhammad RUMI
terça-feira, 23 de agosto de 2016
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
sexta-feira, 20 de julho de 2012
sábado, 23 de abril de 2011
Canta alto...!
Quem ama não é como o ribeiro da montanha
para que se possa construir uma barragem atravessada.
Um intelectual não sabe
o que o embriagado sente!
Não tentes adivinhar
o que os que estão perdidos dentro do amor
farão a seguir.
Quem estivesse a mandar daria todo o seu poder,
se lhe chegasse um leve aroma do almíscar desse vinho
do quarto onde os que amam
estão a fazer sabe-se lá o quê!
Um deles tenta cavar um buraco na montanha.
Outro foge dos louvores académicos.
Outro ri dos bigodes famosos!
A vida gela se não lhe chega o sabor
deste bolo de amêndoa.
As estrelas levantam-se girando
todas as noites, maravilhadas de amor.
Haviam de cansar-se
desse girar se não estivessem.
Diriam
"Durante quanto tempo teremos de fazer isto!"
Deus pega no mundo flauta de cana e sopra.
Cada nota é uma necessidade chegando através de um de nós,
uma paixão, uma saudade.
Lembra-te dos lábios
onde o vento-respiração teve origem,
e deixa que a tua nota seja clara.
Não tentes pôr-lhe fim.
Sê a tua nota.
Vou mostrar-te como isso é suficiente.
Sobe ao telhado à noite
nesta cidade da alma.
Deixa que todos subam aos seus telhados
e cantem as suas notas!
Canta alto...!
RUMI
imagem de flauta de cana aqui
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Hino a Perséfone
As Iniciações Órficas
.
Filha de Júpiter toda poderosa e divina
Vem, rainha abençoada, e inclina-te para estes ritos:
Filha unigénita, de Plutão honrada esposa,
Oh honrada Deusa, fonte da vida:
Pertence-te a ti morar nas profundidades da Terra
Seguras pelas largas portas do desânimo do inferno:
Descendente sagrada de Júpiter, de bela fisionomia
Fatal, com lindas fechaduras, rainha infernal:
Fonte das fúrias, cujo sistema bendito
Procede das sementes inefáveis e secretas de Júpiter:
Mãe de Baco, Sonoro, divino,
E de muitas formas, pai da vinha:
As Horas bailarinas servem-te, brilhante essência
Virgem que tudo governas, que trazes luz celeste:
.Ilustre, com chifres, de mente generosa,
A única desejada pelos do género mortal.
Oh, rainha da Primavera, que te delicias com prados de ervas,
Doce ao olfacto e agradável à vista:
Cuja forma sagrada vemos nos botões dos frutos
Prole vigorosa da Terra com vários matizes:
Casada no Outono: apenas a vida e a morte
Dos míseros mortais é conhecida pelo teu poder:
Pois tua é a tarefa de acordo com a tua vontade
De produzir a vida e tudo o que vive matar.
.Ouve, abençoada Deusa, envia um rico aumento
Dos vários frutos da Terra, com paz amorosa;
Envia saúde com mão gentil, e coroa a minha vida
Com abundância abençoada, livre de luta ruidosa;
Deixa para a extrema velhice a presa da Morte,
Dispensa-nos de ter já os reinos subterrâneos,
O teu belo palácio, e as tuas abençoadas planícies
Onde moram espíritos felizes e reina Plutão.
.Traduzido da tradução de Thomas Taylor (1792)




