Vladimir Kush

Vladimir KUSH, Ripples on the Ocean, (Ondulações no Oceano)

Rumi

A vela do navio do ser humano é a fé.
Quando há uma vela, o vento pode levá-lo
A um lugar após outro de poder e maravilha.
Sem vela, todas as palavras são ventos.

Jalāl-ad-Dīn Muhammad RUMI




Mostrar mensagens com a etiqueta vinha. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta vinha. Mostrar todas as mensagens

sábado, 23 de abril de 2011

Canta alto...!

Conselhos não ajudam quem ama!
Quem ama não é como o ribeiro da montanha
para que se possa construir uma barragem atravessada.

Um intelectual não sabe
o que o embriagado sente!
Não tentes adivinhar
o que os que estão perdidos dentro do amor
farão a seguir.

Quem estivesse a mandar daria todo o seu poder,
se lhe chegasse um leve aroma do almíscar desse vinho
do quarto onde os que amam
estão a fazer sabe-se lá o quê!

Um deles tenta cavar um buraco na montanha.
Outro foge dos louvores académicos.
Outro ri dos bigodes famosos!

A vida gela se não lhe chega o sabor
deste bolo de amêndoa.
As estrelas levantam-se girando
todas as noites, maravilhadas de amor.

Haviam de cansar-se
desse girar se não estivessem.
Diriam
"Durante quanto tempo teremos de fazer isto!"
Deus pega no mundo flauta de cana e sopra.

Cada nota é uma necessidade chegando através de um de nós,
uma paixão, uma saudade.
Lembra-te dos lábios
onde o vento-respiração teve origem,
e deixa que a tua nota seja clara.
Não tentes pôr-lhe fim.

Sê a tua nota.
Vou mostrar-te como isso é suficiente.
Sobe ao telhado à noite
nesta cidade da alma.
Deixa que todos subam aos seus telhados
e cantem as suas notas!

Canta alto...!

RUMI

imagem de flauta de cana aqui

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Hino a Perséfone

As Iniciações Órficas

Hino a Proserpina

.

Filha de Júpiter toda poderosa e divina

Vem, rainha abençoada, e inclina-te para estes ritos:

Filha unigénita, de Plutão honrada esposa,

Oh honrada Deusa, fonte da vida:

Pertence-te a ti morar nas profundidades da Terra

Seguras pelas largas portas do desânimo do inferno:

Descendente sagrada de Júpiter, de bela fisionomia

Fatal, com lindas fechaduras, rainha infernal:

Fonte das fúrias, cujo sistema bendito

Procede das sementes inefáveis e secretas de Júpiter:

Mãe de Baco, Sonoro, divino,

E de muitas formas, pai da vinha:

As Horas bailarinas servem-te, brilhante essência

Virgem que tudo governas, que trazes luz celeste:

.

Ilustre, com chifres, de mente generosa,

A única desejada pelos do género mortal.

Oh, rainha da Primavera, que te delicias com prados de ervas,

Doce ao olfacto e agradável à vista:

Cuja forma sagrada vemos nos botões dos frutos

Prole vigorosa da Terra com vários matizes:

Casada no Outono: apenas a vida e a morte

Dos míseros mortais é conhecida pelo teu poder:

Pois tua é a tarefa de acordo com a tua vontade

De produzir a vida e tudo o que vive matar.

.

Ouve, abençoada Deusa, envia um rico aumento

Dos vários frutos da Terra, com paz amorosa;

Envia saúde com mão gentil, e coroa a minha vida

Com abundância abençoada, livre de luta ruidosa;

Deixa para a extrema velhice a presa da Morte,

Dispensa-nos de ter já os reinos subterrâneos,

O teu belo palácio, e as tuas abençoadas planícies

Onde moram espíritos felizes e reina Plutão.

.

Traduzido da tradução de Thomas Taylor (1792)