Vladimir Kush

Vladimir KUSH, Ripples on the Ocean, (Ondulações no Oceano)

Rumi

A vela do navio do ser humano é a fé.
Quando há uma vela, o vento pode levá-lo
A um lugar após outro de poder e maravilha.
Sem vela, todas as palavras são ventos.

Jalāl-ad-Dīn Muhammad RUMI




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sexta-feira, 27 de abril de 2018

terça-feira, 6 de março de 2018

Risshun - Setsubun da primavera (Japão)

Este desenho está num artigo sobre o antigo ano novo do cristianismo ortodoxo:
«Antigo Ano Novo - outro motivo ou algo mais?»
«Старый Новый год – еще один повод или нечто большее?» Publicado on-line em «Дзержинск.ву» uma publicação bielorrussa. Este é o link.




quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Grou

Grou no Jardim Hibiya, no centro de Tóquio, manhã de 25 de Janeiro de 2018.

A fotografia foi publicada pelo grupo Япония | Nippon no VK, carregue aqui para ver a fotografia e aqui para ter acesso ao grupo.

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

mundo flutuante

Estampa de Hokusai no site da Biblioteca Nacional de França. Link: aqui.

Mundo flutuante (Ukiyo) foi o nome que os japoneses deram à cultura urbana que se desenvolveu no Japão entre os séc. XVII e XIX. O nome é uma alusão irónica ao triste mundo budista. As estampas japonesas são retratos do mundo flutuante. 

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Pestana do Mundo

Qvando às vezes ponho diante dos olhos os muitos & grãdes trabalhos & infortunios que por mim passarão, começados no principio da minha primeira idade, & continuados pella mayor parte, & milhor tẽpo da minha vida, acho que com muita razão me posso queixar da vẽtura que parece que tomou por particular tenção & empreza sua perseguirme, & maltratarme, como se isso lhe ouuera de ser materia de grande nome, & de grande gloria, porque vejo que não contente de me por na minha patria logo no começo da minha mocidade, em tal estado que nella viui sempre em miserias, & em pobreza, & não sem alguns sobresaltos & perigos da vida me quis tambẽ leuar às partes da India, onde em lugar do remedio que eu hia buscar a ellas, me forão crecendo com a idade os trabalhos, & os perigos. Mas por outra parte quãdo vejo que do meyo de todos estes perigos & trabalhos me quis Deos tirar sempre em saluo, & porme em seguro, acho que não tenho tanta razão de me queixar por todos os males passados, quãta de lhe dar graças por este só bẽ presente, pois me quis conseruar a vida, paraque eu pudesse fazer esta rude & tosca escritura, que por erança deixo a meus filhos (porque só para elles he minha tenção escreuella) paraque elles vejão nella estes meus trabalhos, & perigos da vida que passei no discurso de vinte & hũ ãnos em que fuy treze vezes catiuo, & dezasete vendido, nas partes da India, Etiopia, Arabia felix, China, Tartaria, Macassar, Samatra, & outras muitas prouincias daquelle oriental arcipelago, dos confins da Asia, a que os escritores Chins, Siames, Gueos, Elequios nomeão nas suas geografias por pestana do mũdo.

Fernão Mendes Pinto, Peregrinação. 

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

analema 2013

Analemma em Kumagaya, Saitama, Japão, às 7 horas da manhã. 

Fotografada por Masayuki Shiraishi de 18 de Janeiro de 2013 a 22 de Dezembro de 2013. 

Ver aqui

terça-feira, 16 de julho de 2013

O Castelo Ambulante de Uivo

O livro de Diana Wynne Jones "O Castelo Ambulante de Uivo" foi publicado em 1986 e não está traduzido. Ou, pelo menos, não o encontrei traduzido. Estou a ler em inglês. Vi o filme de desenhos animados de Hayao Miyazaki - traduzido como "O Castelo Andante" - há uns anos mas só recentemente é que descobri que tinha sido adaptado de um livro.

A música deste e de outros filmes de Miyazaki é de Joe Hisaishi. Se quiserem ouvir a música que ele compôs para "O Castelo Andante" carreguem aqui.

sexta-feira, 22 de março de 2013

arte pública

"mais de 1.500 comunidades no Japão - desde vilazinhas a megacidades - têm tampas de esgoto desenhadas  especialmente para mostrar o que faz com que sejam conhecidas"

O blog "Uncovering Japan" (Descobrindo o Japão) tem uma rúbrica chamada "Manhole Monday" que pode ser traduzido como Segunda-feira da Tampa :)

Em português costumamos chamar tampas de esgoto a todas as tampas no chão. Em inglês a palavra "Manhole" - buraco humano!? :) - aplica-se a todos os serviços subterrâneos: esgotos, electricidade, gás, telefone, etc. mas também vale para as tampas que cobrem os acessos a esses subterrâneos e que são mais propriamente  denominadas "Manhole cover" - "cover" é que quer dizer tampa.

Esta é uma tampa em Osaka com o castelo e as cerejeiras do parque em flor. Ver aqui

terça-feira, 2 de outubro de 2012

bacalhau para crianças

Livro para crianças sobre a cozinha portuguesa é publicado no Japão por uma editora especializada em literatura infantil.

Embaixada Portuguesa em Tóquio no Facebook

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

flor do verão

«Hibaku é uma palavra japonesa que significa "o que teve experiência de uma bomba nuclear". Tipicamente é usada na forma hibakusha que significa "pessoa que sobreviveu a uma bomba nuclear".»

«A flor do aloendro foi designada a flor oficial da cidade de Hiroshima pelo seu notável poder de regeneração. Kiyoshi Hashimoto, director do Jardim Botânico de Hiroshima, explica que depois do desastre, parecia que nada poderia crescer durante pelo menos três décadas. Mas nerium indicum floresceu no ano seguinte! As suas flores encorajaram os cidadãos, e desde então, a cada verão tem consolado as vítimas no seu infortúnio.»

texto em inglês aqui, fotografia e mais informações, também em inglês, aqui

segunda-feira, 25 de junho de 2012

um dia na quinta

«Em Junho eu e os meus amigos do trabalho fomos para Mitaka, que é um subúrbio de Tóquio para passar um dia numa quinta. No Japão ir para uma quinta privada apanhar vegetais e frutas é um dos passatempos típicos da estação. Muitas quintas privadas oferecem este tipo de serviço em que se apanha os próprios vegetais ou frutas e depois paga-se à hora ou consoante a quantidade que se apanha ou come. Há muitos pacotes temáticos como "ichigo gari" - apanhe os seus próprios morangos e também há pacotes gerais em que se vai para uma quinta e se faz o que se quer. Pode-se apanhar qualquer vegetal, desde que esteja pronto, comê-lo ou grelhá-lo numa tenda próxima. Foi essa a viagem que fizemos. Apanhámos e comemos uma quantidade de milho, alho, cebolas, tomates, couves, berinjelas, batatas, etc. e depois trouxemos muitos para casa."

Excerto da entrada de 27 de Outubro de 2011 do Blog Tokioholic

quinta-feira, 14 de junho de 2012

terça-feira, 29 de maio de 2012

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Hikeda-no-Akaiko

-Agora, uma velha historia commovente; é a historia da camponeza Hikeda-no-Akaiko; e data do século V da nossa era.


O imperador Yuraku vagueava um dia ao longo das margens pittorescas do rio Miwa, quando, á borda do rio, deu fé de uma formosa rapariga, que alli lavava roupa. Ficou encantado. Dirigindo-lhe a palavra, o imperador perguntou-lhe pelo nome; e advertiu-a que nunca se casasse, que esperasse a occasião de ser chamada á corte imperial, onde elle a queria para si.

Hikeida-no-Akaiko, a humilde camponeza, fez a sua reverencia e acquiesceu; e o imperador, após o galanteio, retirou-se, continuando a vaguear por aquelles sitios.

E a humilde camponeza pôs-se a esperar a esperar, a esperar que a chamassem á corte do soberano. Esperou tanto, que esperou até aos oitenta annos, em virginal candura de donzella, recusando vários casamentos vantajosos. Mas, tendo chegado áquella idade, curvada ao peso dos invernos e com os cabellos cor de neve, pareceu-lhe que não deveria esperar mais tempo, dirigindo-se então ao palácio imperial, com alguns presentes para o soberano.

O imperador, que havia esquecido de toda a aventura, ficou surprezo e angustiado de remorsos, quando foi informado d'aquella estranha visitante. Encheu de afagos e benesses a decrépita amorosa, buscando assim consolal-a dos longos infortúnios; do seu punho, dedicou-lhe uma poesia. Mas a velha a nada respondia, nada queria; chorava, chorava e nada mais…



Wenceslau de Moraes, Cartas do Japão III, 2ª Serie - 1911-1913, Sociedade Editora Portugal Brasil, Arthur Brandão & C.ª, Lisboa

Carta de 15 de Novembro de 1912, p. 122 e 123