Vladimir Kush

Vladimir KUSH, Ripples on the Ocean, (Ondulações no Oceano)

Rumi

A vela do navio do ser humano é a fé.
Quando há uma vela, o vento pode levá-lo
A um lugar após outro de poder e maravilha.
Sem vela, todas as palavras são ventos.

Jalāl-ad-Dīn Muhammad RUMI




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domingo, 18 de maio de 2025

terça-feira, 13 de maio de 2025

quinta-feira, 25 de abril de 2024

Espingardas foram jarras

Espingardas foram jarras 

Cravos de todas as cores 

Tragédias tornadas farras

Medos fizeram-se amores


segunda-feira, 25 de março de 2024

Cantiga das férias

Férias alegres 

Férias brinquedos 


Correm as férias 

P'ra fora da escola 

Pulam e saltam

Jogam à bola


Férias brinquedos 

Férias alegres 


Oh férias lindas

Campos floridos

Dançam amigas

Cantam amigos


Férias alegres 

Férias brinquedos 


Voam as férias 

No céu azul 

As ondas molham

Ventos do Sul


Férias brinquedos 

Férias alegres 


Venham as férias

Com seus segredos 

Pintar nas nuvens 

Os vinte dedos 


Férias alegres 

Férias brinquedos 

terça-feira, 19 de dezembro de 2023

Cantara se fosse cântaro

Cantara se fosse cântaro
A água no oco dentro
Que a fonte cantando dá
Nuvens caídas do céu

domingo, 3 de dezembro de 2023

terça-feira, 14 de fevereiro de 2023

Noz e voz

Noz e voz
A noz não diz 
A voz não se vê
Alguém parte a noz
A voz de alguém chama
Em qual país?
Numa embaixada. 
De noite ou de dia?
De madrugada. 
Fez-te feliz?
Nada. 
Bem vês que não chora. 
Agora. 
Alguém come a noz
E atira as cascas para o lume 
Há uma voz que canta 
O perfume 
Daquela vez em que houve 
Uma noz e uma chama 
Na madrugada 
Um volume de água 
Quase a chegar às pálpebras 
Que se tornou balada 
Lá fora 

sexta-feira, 15 de abril de 2022

quarta-feira, 23 de março de 2022

segunda-feira, 13 de julho de 2020

O Macaco do Rabo Cortado


Era uma vez um macaco que queria ir para a escola, mas muitos meninos faziam troça dele porque tinha um rabo comprido. Então ele resolveu ir ao barbeiro e pedir para lhe cortarem o rabo. O barbeiro perguntou se tinha a certeza, e como o macaco respondeu que sim, o barbeiro, trás! Cortou-lhe o rabo com uma navalha.

No outro dia, quando o macaco chegou à escola, os meninos riram-se por ele ter o rabo cortado, e chamaram-lhe “o macaco do rabo cortado”. Então, resolveu ir ao barbeiro buscar o seu rabo, mas o barbeiro disse-lhe que já não tinha o rabo, que tinha ido para o lixo. Então o macaco ficou furioso, pegou na navalha do barbeiro e fugiu com ela.

Na rua encontrou uma varina que o viu com a navalha na mão e lhe disse: “ó macaquinho, para que queres tu essa navalha? Não te serve para nada! A mim é que fazia falta para eu amanhar o meu peixe”. O macaco deu-lhe razão e entregou-lhe a navalha. Mas mais tarde, começou a sentir fome e para descascar uma maçã, precisou da navalha. Foi ter com a varina e pediu a navalha, mas a navalha estava partida. Então ficou furioso e levou a canastra das sardinhas da varina.

Quando ia na rua com a canastra de sardinhas, encontrou o padeiro, que lhe disse: “olha coitado, vais tão carregado com as sardinhas, se quiseres eu guardo essa canastra na minha casa.” E assim foi. Agora o macaco sentia-se mais à vontade e podia ir de um lado para o outro, sem ter de transportar as sardinhas. Mas um tempo depois, começou a ter fome. O peixe dava-lhe jeito para comer e por isso resolveu ir buscá-lo a casa do padeiro. Mas o padeiro, com a família, tinha comido as sardinhas. Então furioso, tirou um saco de farinha ao padeiro.

Quando ia pelo caminho com o saco de farinha, encontrou a senhora professora que lhe pediu a farinha para fazer uns bolinhos. Como o macaco não sabia fazer bolinhos com a farinha, deu a farinha à senhora professora. Mais tarde, quando voltou a ter fome, resolveu ir ter com a senhora professora e pedir-lhe alguns bolinhos. Mas os bolinhos já tinham sido todos comidos. Ninguém tinha guardado uns bolinhos para oferecer ao macaco. Então ficou furioso e roubou uma menina da senhora professora.

Só que, para espanto do macaco, a menina começou a chorar. Teve pena da menina e foi levá-la à mãe. Para que é que quereria uma menina? Mas mais tarde, quando chegou a casa e viu tudo desarrumado, pensou que a menina poderia trabalhar para ele e ajudá-lo a limpar e a arrumar a casa e por isso resolveu ir buscá-la. Quando foi buscar a menina, a mãe não lha deu, claro, e então, furioso, levou–lhe a camisa do marido que estava pendurada na corda da roupa.

No caminho, encontrou o músico com uma viola que lhe pediu a camisa. Como a camisa do músico já estava muito velhinha o macaco deu-lhe a camisa. Mas o músico quando foi para casa vestir a camisa, ela rompeu-se, e teve de a deitar fora. Quando chegou a noite e o macaco sentiu frio, quis a camisa de volta, mas o músico já não a tinha porque a camisa tinha–se rompido. Então, tirou a viola ao músico e fugiu.

O macaco subiu então para cima do telhado e começou a cantar:

"Do rabo fiz navalha, da navalha fiz sardinha, da sardinha fiz farinha, da farinha fiz menina, da menina fiz camisa, da camisa fiz viola, Tum…Tum…Tum… que eu vou p’ra Angola, Tum…Tum…Tum… que vou… ".