Dia de repouso
Vladimir Kush
Rumi
Quando há uma vela, o vento pode levá-lo
A um lugar após outro de poder e maravilha.
Sem vela, todas as palavras são ventos.
Jalāl-ad-Dīn Muhammad RUMI
sábado, 30 de outubro de 2021
quinta-feira, 19 de outubro de 2017
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
O homem do tempo
«Vista para o Mar de Barents de uma janela do navio Mikhail Somov, o navio que leva comida e outros abastecimentos para a estação de Korotki uma vez por ano, durante a temporada de navegação de verão. Durante a viagem de meses de duração, os tripulantes têm direito a uma laranja por semana.» (tradução da legenda da fotografia)
domingo, 21 de agosto de 2011
amanhã é Agosto
há uns anos ensinaram-me uma coisa de que nunca mais me esqueci, é uma espécie de jogo e faz-se no mês de Agosto: o primeiro dia tira-se para nós, o segundo é Janeiro, o terceiro Fevereiro, etc. até ao décimo terceiro dia que é Dezembro volta a tirar-se um dia e recomeça-se: o décimo quinto dia é Janeiro e por aí fora
isto é uma forma de prever o tempo do ano que vem e chama-se-lhe "canículas"
diz-se que as segundas ainda são mais certas que as primeiras
terça-feira, 9 de agosto de 2011
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Yakutsk
A cidade onde as escolas só fecham se a temperatura atingir -55º C mas os infantários fecham se atingir -50º C. Diz a lenda que quando Deus criou o mundo e andava a distribuir riquezas, ao chegar a Yakutsk gelaram-se-lhe as mãos e deixou cair tudo: ouro, diamantes, petróleo, todos os elementos da tabela periódica são abundantes nesta região onde -40º C são descritos como "frio, mas não muito frio".
Durante a Guerra Fria os habitantes divertiam-se a dizer que se o Oeste os quisesse destruir não precisava de lançar a bomba atómica, bastava desligar-lhes o aquecimento durante umas horas.
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Ambivalências temporais
A História começa com a escrita, mas a escrita não terá sido inventada para fazer História e sim para determinar o futuro através da Lei.
Esta ambivalência entre o registo do passado e a determinação do futuro mantém-se. Marx julgava que o comunismo ia acontecer por determinismo histórico, os marxistas resolveram construir o socialismo.
Não parece bem acreditar no destino. Acredita-se na vontade de poder, que cada pessoa faz o seu futuro, que a humanidade é responsável pelos seus actos.
Prever o futuro é uma ocupação séria a que se dedicam muitos cientistas. Os jornais não trazem apenas notícias do que já aconteceu mas também previsões do que está para vir.
O boletim meteorológico e os horóscopos são muito procurados. Queremos, ao mesmo tempo, estar preparados para o inevitável e poder modificar o que há-de vir.
Talvez não haja diferença entre crer e querer.
O futuro pode não ser o previsto mas a História é a que queremos contar. E quem conta um conto acrescenta um ponto.
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Como saber se o inverno vai ser frio
No outono os índios Blackfeet perguntaram ao Chefe se o inverno ia ser frio ou não. O Chefe não sabia realmente mas respondeu que sim, que o inverno ia ser frio, e que todos deviam ir apanhar e cortar lenha.
Como ele era um bom Chefe foi de seguida à cabine telefónica mais próxima, ligou para o Serviço Meteorológico Nacional e perguntou: “Este inverno vai ser frio?” O homem ao telefone respondeu, “Sim, com certeza que este inverno vai ser frio.”
Portanto o Chefe voltou para o seu povo e disse-lhes que se despachassem a apanhar ainda mais lenha.
Uma semana onde mais tarde ligou novamente para o Serviço Meteorológico Nacional “O inverno vai ser muito frio?”
“Sim,” respondeu o homem, “vai ser um inverno muito frio.”
Assim o Chefe voltou para o seu povo e disse-lhes que apanhassem cada bocadinho de madeira que conseguissem encontrar.
Duas semanas mais tarde telefonou outra vez para o Serviço Meteorológico Nacional e perguntou: “Tem a certeza absoluta de que o inverno vai ser muito frio?”
“Absoluta” respondeu o homem, “os Blackfeet andam a apanhar lenha que nem doidos!”



