Vladimir Kush
Vladimir KUSH, Ripples on the Ocean, (Ondulações no Oceano)
Rumi
A vela do navio do ser humano é a fé.
Quando há uma vela, o vento pode levá-lo
A um lugar após outro de poder e maravilha.
Sem vela, todas as palavras são ventos.
Jalāl-ad-Dīn Muhammad RUMI
Quando há uma vela, o vento pode levá-lo
A um lugar após outro de poder e maravilha.
Sem vela, todas as palavras são ventos.
Jalāl-ad-Dīn Muhammad RUMI
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Iduna
Guardiã das maçãs da eterna juventude e imortalidade, Iduna dá uma por dia a cada deus (nórdico) para que não envelheçam nem morram.
Na imagem "Brita é Iduna", litografia de Carl Larsson, 1901
Na imagem "Brita é Iduna", litografia de Carl Larsson, 1901
sábado, 11 de agosto de 2012
Passamaquoddy
O Rio Santa Cruz (antes conhecido como rio Passamaquoddy) serve de fronteira internacional entre os EUA e o Canadá. A fronteira corta ao meio a terra nativa das tribos Passamaquoddy. Os Passamaquoddy têm ocupado os vales húmidos desta região no mínimo desde há + de 600 gerações (+ de 12.000 anos). Esta nova linha de fronteira EUA / Canadá foi criada há cerca de 200 anos e imposta aos Passamaquoddy pelo tratado de Jay de 1794.
Tribo Passamaquoddy
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Passamaquoddy, 1920 |
Tribo Passamaquoddy
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Passe pague
Quando chovia as ruas de Paris tornavam-se lamaçais. No início do séc. XIX havia homens que ganhavam a vida cobrando a passagem sobre as suas tábuas ou levando pessoas às costas. O seu pregão era "Passe pague" (Passez payez). Nesta pintura vêem-se ambos os casos, à direita há um homem que leva uma mulher às costas.
Pintura de Louis Léopold Boilly (1803-1804) intitulada "O Aguaceiro" (L'Averse) ou "Passe pague" (Passez payez), na mesma página há outra imagem com o mesmo tema: Passez payez
Pintura de Louis Léopold Boilly (1803-1804) intitulada "O Aguaceiro" (L'Averse) ou "Passe pague" (Passez payez), na mesma página há outra imagem com o mesmo tema: Passez payez
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
A morte da galinha
Em certa ocasião, Galinha e Galito foram ao nogueiral e combinaram que aquele que achasse uma noz a repartiria entre si. Nisto a Galinha encontrou uma noz enorme, mas não disse nada, pois a queria comer toda. A noz, porém, era tão grande que, ao engoli-la, ela lhe ficou atravessada nas goelas. Viu-se em tamanhos apuros que, temendo morrer asfixiada, começou a gritar:
-Galito, por favor, corre quanto possas, vai até à fonte e traz-me água, pois me sinto morrer.
O Galito deitou a correr tão rapidamente quanto podia e, ao chegar à fonte, pediu-lhe:
-Fonte, dá-me água; a Galinha está no nogueiral, tem uma enorme noz atravessada nas goelas e vai morrer asfixiada.
E a fonte respondeu-lhe:
-Vai ter com a noiva e pede-lhe um fio de seda de cor.
Logo o Galito se meteu a correr para a casa da noiva a pedir-lhe:
-Noiva, dá-me um fio de seda de cor, que levarei à fonte para ela me dar água, para eu levar à Galinha que está no nogueiral, com uma noz atravessada nas goelas, quase a asfixiar.
Respondeu-lhe a noiva:
-Corre, primeiro, a buscar-me uma grinalda que me ficou presa num ramo de salgueiro.
E Galito correu até ao salgueiro e, desprendendo a grinalda do ramo, levou-a à noiva. E a noiva deu-lhe o fio de seda de cor que ele foi levar à fonte. Galito levou então a água à Galinha, mas já era tarde; quando chegou, a Galinha, asfixiada, estava estendida no solo, imóvel. Ficou o Galito tão triste, que rompeu em amargo pranto e, ao ouvi-lo, todos os animais acorreram a compartilhar a sua dor. Seis ratos construíram o coche para conduzir a Galinha à sua última morada e, quando o cochezinho estava pronto, atrelaram-se a ele. Galito fez de cocheiro. Porém, a meio do caminho, apareceu a raposa:
-Aonde vais Galito?
-A enterrar a Galinha.
-Deixas que te acompanhe no coche?
-Sim, porém atrás terás de sentar-te,
Senão meus cavalinhos não poderão levar-te.
Sentou-se a raposa na parte de trás e, sucessivamente, foram para lá subindo o lobo, o urso, o veado, o leão e todos os animais do bosque, e assim continuou a comitiva até chegar perto de um riacho.
-Como passaremos para o outro lado? - perguntou o Galito.
Ora estava ali uma palha que lhe respondeu:
-Atravesso-me no rio e podereis passar por cima de mim.
Porém, ainda os seis ratos não tinham chegado ao meio da ponte improvisada, quando a palha se afundou e com ela os ratos que morreram afogados. Ante tais apuros, aproximou-se uma brasa que disse:
-Sou bastante comprida e chego duma margem à outra. Passareis por cima de mim.
E atravessou-se por cima da água; mas, mal esta lhe tocou, ouviu-se chiar e a brasa ficou morta.
Ao dar por isto, veio uma pedra compassiva que quis ajudar o Galito e se pôs, por sua vez, sobre a água. Atrelou-se o próprio Galito ao coche e, quando já estava quase a depor a Galinha em terra firme, dispôs-se a puxar os que iam da parte de trás. Como o peso era excessivo desconjuntou-se o coche e todos se afogaram. Galito ficou só com a Galinha; cavou-lhe a sepultura, erigiu-lhe um túmulo e ficou-se a chorar em cima dele, até que se finou.
E assim morreram todos. Estas desgraças aconteceram, afinal, porque uma galinha glutona quis comer, sozinha, uma noz grande.
"Outros Contos de Grimm", p. 9 a 11, Tradução livre de Salomé de Almeida, Colecção Azul, Casa do Livro Editora, Lda., Lisboa, Setembro de 1979
-Galito, por favor, corre quanto possas, vai até à fonte e traz-me água, pois me sinto morrer.
O Galito deitou a correr tão rapidamente quanto podia e, ao chegar à fonte, pediu-lhe:
-Fonte, dá-me água; a Galinha está no nogueiral, tem uma enorme noz atravessada nas goelas e vai morrer asfixiada.
E a fonte respondeu-lhe:
-Vai ter com a noiva e pede-lhe um fio de seda de cor.
Logo o Galito se meteu a correr para a casa da noiva a pedir-lhe:
-Noiva, dá-me um fio de seda de cor, que levarei à fonte para ela me dar água, para eu levar à Galinha que está no nogueiral, com uma noz atravessada nas goelas, quase a asfixiar.
Respondeu-lhe a noiva:
-Corre, primeiro, a buscar-me uma grinalda que me ficou presa num ramo de salgueiro.
E Galito correu até ao salgueiro e, desprendendo a grinalda do ramo, levou-a à noiva. E a noiva deu-lhe o fio de seda de cor que ele foi levar à fonte. Galito levou então a água à Galinha, mas já era tarde; quando chegou, a Galinha, asfixiada, estava estendida no solo, imóvel. Ficou o Galito tão triste, que rompeu em amargo pranto e, ao ouvi-lo, todos os animais acorreram a compartilhar a sua dor. Seis ratos construíram o coche para conduzir a Galinha à sua última morada e, quando o cochezinho estava pronto, atrelaram-se a ele. Galito fez de cocheiro. Porém, a meio do caminho, apareceu a raposa:
-Aonde vais Galito?
-A enterrar a Galinha.
-Deixas que te acompanhe no coche?
-Sim, porém atrás terás de sentar-te,
Senão meus cavalinhos não poderão levar-te.
Sentou-se a raposa na parte de trás e, sucessivamente, foram para lá subindo o lobo, o urso, o veado, o leão e todos os animais do bosque, e assim continuou a comitiva até chegar perto de um riacho.
-Como passaremos para o outro lado? - perguntou o Galito.
Ora estava ali uma palha que lhe respondeu:
-Atravesso-me no rio e podereis passar por cima de mim.
Porém, ainda os seis ratos não tinham chegado ao meio da ponte improvisada, quando a palha se afundou e com ela os ratos que morreram afogados. Ante tais apuros, aproximou-se uma brasa que disse:
-Sou bastante comprida e chego duma margem à outra. Passareis por cima de mim.
E atravessou-se por cima da água; mas, mal esta lhe tocou, ouviu-se chiar e a brasa ficou morta.
Ao dar por isto, veio uma pedra compassiva que quis ajudar o Galito e se pôs, por sua vez, sobre a água. Atrelou-se o próprio Galito ao coche e, quando já estava quase a depor a Galinha em terra firme, dispôs-se a puxar os que iam da parte de trás. Como o peso era excessivo desconjuntou-se o coche e todos se afogaram. Galito ficou só com a Galinha; cavou-lhe a sepultura, erigiu-lhe um túmulo e ficou-se a chorar em cima dele, até que se finou.
E assim morreram todos. Estas desgraças aconteceram, afinal, porque uma galinha glutona quis comer, sozinha, uma noz grande.
"Outros Contos de Grimm", p. 9 a 11, Tradução livre de Salomé de Almeida, Colecção Azul, Casa do Livro Editora, Lda., Lisboa, Setembro de 1979
terça-feira, 7 de agosto de 2012
Capa de Livro (?) com Figuras em Marfim
The Metropolitan Museum of Art - Book Cover (?) with Ivory Figures
Tradução do texto:
«Os marfins bizantinos eram muito apreciados na Europa ocidental, onde sobreviveram nos tesouros das igrejas ou foram incorporados em capas de livros. O marfim do painel à esquerda formava originalmente o centro de um ícone bizantino triptico (com três painéis). Pode ter sido uma das muitas ofertas ao Mosteiro de Santa Cruz de la Serós, fundado pela Rainha Felicia (m. 1085), casada com Sancho V Ramirez (r. 1076-94), rei de Aragão e Navarra. A sumptuosa capa também contém um selo de safira, localizado à direita de S. João. A outra capa tem uma inscrição com o nome de Felicia, abaixo do crucifixo de marfim, inscrito em árabe com quatro dos noventa e nove "Belos Nomes" de Alá.»
O texto da outra capa é exactamente igual excepto "A outra capa tem uma inscrição com o nome de Felicia, abaixo do crucifixo de marfim"
Lê-se então: «A sumptuosa capa também contém um selo de safira, localizado à direita de S. João, inscrito em árabe com quatro dos noventa e nove "Belos Nomes" de Alá.»
A inscrição com o nome de Felicia está nesta capa. Procurei em ambas a inscrição árabe mas não a encontro... fiquei almariada :)
Tradução do texto:
«Os marfins bizantinos eram muito apreciados na Europa ocidental, onde sobreviveram nos tesouros das igrejas ou foram incorporados em capas de livros. O marfim do painel à esquerda formava originalmente o centro de um ícone bizantino triptico (com três painéis). Pode ter sido uma das muitas ofertas ao Mosteiro de Santa Cruz de la Serós, fundado pela Rainha Felicia (m. 1085), casada com Sancho V Ramirez (r. 1076-94), rei de Aragão e Navarra. A sumptuosa capa também contém um selo de safira, localizado à direita de S. João. A outra capa tem uma inscrição com o nome de Felicia, abaixo do crucifixo de marfim, inscrito em árabe com quatro dos noventa e nove "Belos Nomes" de Alá.»
O texto da outra capa é exactamente igual excepto "A outra capa tem uma inscrição com o nome de Felicia, abaixo do crucifixo de marfim"
Lê-se então: «A sumptuosa capa também contém um selo de safira, localizado à direita de S. João, inscrito em árabe com quatro dos noventa e nove "Belos Nomes" de Alá.»
A inscrição com o nome de Felicia está nesta capa. Procurei em ambas a inscrição árabe mas não a encontro... fiquei almariada :)
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
flor do verão
«Hibaku é uma palavra japonesa que significa "o que teve experiência de uma bomba nuclear". Tipicamente é usada na forma hibakusha que significa "pessoa que sobreviveu a uma bomba nuclear".»
«A flor do aloendro foi designada a flor oficial da cidade de Hiroshima pelo seu notável poder de regeneração. Kiyoshi Hashimoto, director do Jardim Botânico de Hiroshima, explica que depois do desastre, parecia que nada poderia crescer durante pelo menos três décadas. Mas nerium indicum floresceu no ano seguinte! As suas flores encorajaram os cidadãos, e desde então, a cada verão tem consolado as vítimas no seu infortúnio.»
texto em inglês aqui, fotografia e mais informações, também em inglês, aqui
«A flor do aloendro foi designada a flor oficial da cidade de Hiroshima pelo seu notável poder de regeneração. Kiyoshi Hashimoto, director do Jardim Botânico de Hiroshima, explica que depois do desastre, parecia que nada poderia crescer durante pelo menos três décadas. Mas nerium indicum floresceu no ano seguinte! As suas flores encorajaram os cidadãos, e desde então, a cada verão tem consolado as vítimas no seu infortúnio.»
texto em inglês aqui, fotografia e mais informações, também em inglês, aqui
sábado, 4 de agosto de 2012
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
a bandeira de Yeisk
A cidade de Yeisk ou Eisk, em Russo Ейск, fica na foz do rio Yeya que desagua no mar de Azov.
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