Vladimir Kush

Vladimir KUSH, Ripples on the Ocean, (Ondulações no Oceano)

Rumi

A vela do navio do ser humano é a fé.
Quando há uma vela, o vento pode levá-lo
A um lugar após outro de poder e maravilha.
Sem vela, todas as palavras são ventos.

Jalāl-ad-Dīn Muhammad RUMI




terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

para o Desconhecido

Centro Champalimaud para o Desconhecido, perto da Torre de Belém em Lisboa

fotografia: THE PORTUGAL NEWS ONLINE, Carrie-Marie Bratley, A new ‘Age of Discoveries’ on the banks of the Tagus, 11/2/2012



segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

a forma da andorinha

há no mármore das escadas
entre outras formas
a de uma andorinha
ou talvez da sua sombra
apanhada no chão
em pleno voo
- ou será que foi dali
que ela surgiu?

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

fazer trabalhos debaixo de pancadaria

«Nós cá dentro continuamos a vender pretos e a escravizá-los ao algodão, obrigando-os a fazer trabalhos debaixo de pancadaria, e isto é incrível e espantoso.»

D. Sebastião Soares de Resende, primeiro bispo da diocese da Beira, em Moçambique

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Está a chegar

a Primavera e a cada dia
                                    é mais longa a cauda do vestido
                                                                                   e outras as estrelas no seu rasto...

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

papéis riscados com letras

EMPTINESS


Forjar na polpa das palavras
a sintonia suculenta do morfema
e sair nu cantando lavras
semeadas na cor do poema
ondulando liberdades e savanas
com olhos molhados de punhais
e vozes quentes de calema.

Vivemos um momento
vazio e frio de sentidos
há, como dizem os ingleses,
uma cruel emptiness, um vácuo
castrado de utopias e sonhos
suspensos, ideais na diáspora...

À varanda pálida dos lábios
sequiosos da alma, rosa aflita,
esta infame e crua certeza:

                     A POESIA

                         NÃO SERVE

                              PARA NADA!

Os poemas, como as cartas de amor
do Campos, o tal louco de muitas pessoas,
(ou o tal Pessoa de muitos loucos)
são papéis riscados com letras...

© by Namibiano Ferreira

domingo, 5 de fevereiro de 2012

a censura

quer seja púbica quer seja privada ou, se preferirem, quer seja pela frente quer seja pelas costas, é sempre uma facada, os cobardes atacam pelas costas, os valentes pela frente, mas é preferível não ser vítima

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Wisława Szymborska

"Depois de cada guerra alguém tem que fazer a limpeza" Wisława Szymborska (Polónia, 1923 - 2012)


A fotografia veio daqui, onde está também um dos seus poemas traduzido para português.