Vladimir Kush

Vladimir KUSH, Ripples on the Ocean, (Ondulações no Oceano)

Rumi

A vela do navio do ser humano é a fé.
Quando há uma vela, o vento pode levá-lo
A um lugar após outro de poder e maravilha.
Sem vela, todas as palavras são ventos.

Jalāl-ad-Dīn Muhammad RUMI




terça-feira, 30 de outubro de 2012

Leonardo da Vinci

A Biblioteca Nacional de Espanha acaba de disponibilizar a versão digital dos Codices I e II de Madrid de Leonardo da Vinci: aqui

domingo, 28 de outubro de 2012

és melhor

És melhor do que tu.
Não digas nada; sê!
Graça do corpo nu
Que invisível se vê.

Fernando Pessoa, 5/6-2-1931

domingo, 14 de outubro de 2012

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Tradições Norueguesas

Ontem teve lugar a Sessão de Abertura do Parlamento Norueguês, uma cerimónia tradicional cujo protocolo é cumprido rigorosamente. Depois de o Rei ler o Discurso do Trono é a vez de o discurso do Estado da Nação ser lido pelo membro mais jovem do Governo. Este ano a mais jovem integrante do Governo é a Ministra da Cultura. Hadia Tajik tem 29 anos e é filha de imigrantes. No final da Sessão todos rogam a Deus que preserve o Rei e a Pátria e cantam o Hino Nacional a capella.

Notícia em inglês aqui.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

bacalhau para crianças

Livro para crianças sobre a cozinha portuguesa é publicado no Japão por uma editora especializada em literatura infantil.

Embaixada Portuguesa em Tóquio no Facebook

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

o dia em que a Princesa devia despertar

"Ora os cem anos tinham acabado de passar, e chegara o dia em que a Princesa Adormecida devia despertar. Quando o príncipe se aproximou da sebe de roseira, viu-a toda em flor, com enormes rosas muito lindas que lhe abriam passagem sem o ferir e se tornavam a fechar em sebe assim que ele passava.

Nos pátios, o príncipe viu os cavalos e os cães mergulhados no sono. No telhado, estavam as pombinhas com as cabeças debaixo da asa. E, quando entrou no castelo, viu as moscas adormecidas nas paredes... Junto ao trono, jaziam o rei e a rainha. Na cozinha, estava o cozinheiro com a mão levantada como se fosse bater no ajudante, e a cozinheira estava sentada tendo ao colo uma ave que estivera a depenar.

O príncipe continuou a avançar. Estava tudo tão quieto que podia ouvir a sua própria respiração. Chegou, por fim, à torre e abriu a porta do quartinho onde estava deitada a Princesa Adormecida. Era tão linda que o príncipe não podia desviar a vista para olhar em redor. Inclinou-se e deu-lhe um beijo.

Mal a tocou, a Princesa Adormecida abriu os olhos e olhou-o com ternura. Depois desceram juntos, o rei e a rainha acordaram, assim como todos os cortesãos que olhavam, muito admirados, uns para os outros. Os cavalos no estábulo sacudiram-se, os galgos começaram a pular, as pombas no telhado tiraram a cabeça de sob as asas e voaram para os campos. As moscas nas paredes puseram-se a andar, o fogo na cozinha cresceu e cozinhou a comida. A carne assada voltou a dar estalidos e o cozinheiro sacudiu com tanta força o ajudante que este gritou, enquanto a cozinheira acabava de depenar a ave que tinha ao colo.

Celebrou-se então, com todo o esplendor, o casamento do príncipe com a princesa, e viveram ambos muito felizes até morrerem."

Irmãos Grimm, A Princesa Adormecida, p. 10 a 15, Electroliber Limitada, Lisboa-Porto-Faro-Funchal-Lourenço Marques, s/data