Vladimir Kush
Vladimir KUSH, Ripples on the Ocean, (Ondulações no Oceano)
Rumi
A vela do navio do ser humano é a fé.
Quando há uma vela, o vento pode levá-lo
A um lugar após outro de poder e maravilha.
Sem vela, todas as palavras são ventos.
Jalāl-ad-Dīn Muhammad RUMI
Quando há uma vela, o vento pode levá-lo
A um lugar após outro de poder e maravilha.
Sem vela, todas as palavras são ventos.
Jalāl-ad-Dīn Muhammad RUMI
sexta-feira, 29 de maio de 2020
quinta-feira, 28 de maio de 2020
A primeira descrição de surf registada
29 de maio de 1769 - A PRIMEIRA DESCRIÇÃO DE SURF REGISTADA
No nosso regresso ao barco, vimos os índios divertirem-se ou exercitarem-se de uma maneira verdadeiramente surpreendente. Era num lugar em que a costa não era protegida por um recife, como é habitualmente o caso; consequentemente, uma onda alta caiu sobre a praia, uma mais mortífera não vi muitas vezes: nenhum barco europeu poderia ter desembarcado com ela e acho que nenhum europeu que tivesse sido apanhado por ela poderia ter salvo a sua vida, pois a costa estava coberta de seixos e pedras grandes. No meio dessas rebentações, 10 ou 12 índios estavam a nadar, que sempre que uma onda chegava ao pé deles mergulhava sob ela com infinita facilidade, subindo do outro lado; mas a diversão deles era levada na popa de uma velha canoa; com isso, à frente deles, nadavam até à ondulação mais exterior, então um ou dois entravam nela e, opondo-se ao extremo abrupto da onda, eram levados com incrível rapidez. Às vezes eram levados quase até terra, mas geralmente a onda rebentava sobre eles antes de chegarem a meio caminho; nesse caso os mergulhadores rapidamente subiam do outro lado com a canoa nas mãos, que era rebocada novamente e o mesmo método repetido. Ficámos a admirar essa cena maravilhosa durante meia hora, período em que nenhum dos actores tentou desembarcar, mas todos pareciam muito entretidos com a sua estranha diversão.
Extracto do Diário Endeavour de Joseph Banks
Traduzido de «Extracts from the Endeavour Journal of Joseph Banks (1769)» em The Public Domain Revue consultado hoje: 28 de Maio de 2020
No nosso regresso ao barco, vimos os índios divertirem-se ou exercitarem-se de uma maneira verdadeiramente surpreendente. Era num lugar em que a costa não era protegida por um recife, como é habitualmente o caso; consequentemente, uma onda alta caiu sobre a praia, uma mais mortífera não vi muitas vezes: nenhum barco europeu poderia ter desembarcado com ela e acho que nenhum europeu que tivesse sido apanhado por ela poderia ter salvo a sua vida, pois a costa estava coberta de seixos e pedras grandes. No meio dessas rebentações, 10 ou 12 índios estavam a nadar, que sempre que uma onda chegava ao pé deles mergulhava sob ela com infinita facilidade, subindo do outro lado; mas a diversão deles era levada na popa de uma velha canoa; com isso, à frente deles, nadavam até à ondulação mais exterior, então um ou dois entravam nela e, opondo-se ao extremo abrupto da onda, eram levados com incrível rapidez. Às vezes eram levados quase até terra, mas geralmente a onda rebentava sobre eles antes de chegarem a meio caminho; nesse caso os mergulhadores rapidamente subiam do outro lado com a canoa nas mãos, que era rebocada novamente e o mesmo método repetido. Ficámos a admirar essa cena maravilhosa durante meia hora, período em que nenhum dos actores tentou desembarcar, mas todos pareciam muito entretidos com a sua estranha diversão.
Extracto do Diário Endeavour de Joseph Banks
Traduzido de «Extracts from the Endeavour Journal of Joseph Banks (1769)» em The Public Domain Revue consultado hoje: 28 de Maio de 2020
terça-feira, 26 de maio de 2020
quarta-feira, 13 de maio de 2020
quinta-feira, 7 de maio de 2020
quinta-feira, 23 de abril de 2020
quarta-feira, 22 de abril de 2020
a ofensa arrasta com ela a rixa
«(...) Está na natureza que à ofensa se responde pela astúcia ou pela violência, que a ofensa arrasta com ela a rixa que põe o ofensor na posição de ofendido. Se Denissov tivesse agido como homem, quer dizer, se se sentisse vexado, se se tivesse batido, se tivesse apresentado queixa, se o juiz o tivesse condenado à prisão ou anulado aquilo por "falta de provas", Kouzma sentir-se-ia calmo; mas assim, sempre a acompanhar a carroça, tinha o ar de alguém a quem faltasse qualquer coisa.
-Eu não roubei o teu dinheiro - disse ele.
-Está bem, não roubaste. Estamos de acordo.
-Vamos a Tolileievo, eu irei ter com o regedor. Para que ele trate do assunto...
-Não há nada a resolver. O dinheiro não é assunto dele. Vais largar-me meu velho, segue o teu caminho. Não quero ver-te mais!
-Toleirão, nem sequer se pode brincar contigo, que logo te zangas... vá... toma lá o teu dinheiro! Eu só queria rir-me!
Kouzma tirou da algibeira umas quantas notas de rublo e entregou-as a Denissov. Este não se mostrou surpreendido nem alegre e, com ar de quem já esperava por aquilo, pegou no dinheiro e sem uma palavra meteu-o no bolso.
-Eu estava a brincar - continuava Kouzma, lançando um olhar interrogador para o rosto impassível de Denissov. (...)»
Contos e Narrativas de Tchekov, volume IV, "Encontro", p. 313, 314
-Eu não roubei o teu dinheiro - disse ele.
-Está bem, não roubaste. Estamos de acordo.
-Vamos a Tolileievo, eu irei ter com o regedor. Para que ele trate do assunto...
-Não há nada a resolver. O dinheiro não é assunto dele. Vais largar-me meu velho, segue o teu caminho. Não quero ver-te mais!
-Toleirão, nem sequer se pode brincar contigo, que logo te zangas... vá... toma lá o teu dinheiro! Eu só queria rir-me!
Kouzma tirou da algibeira umas quantas notas de rublo e entregou-as a Denissov. Este não se mostrou surpreendido nem alegre e, com ar de quem já esperava por aquilo, pegou no dinheiro e sem uma palavra meteu-o no bolso.
-Eu estava a brincar - continuava Kouzma, lançando um olhar interrogador para o rosto impassível de Denissov. (...)»
Contos e Narrativas de Tchekov, volume IV, "Encontro", p. 313, 314
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terça-feira, 21 de abril de 2020
quarta-feira, 8 de abril de 2020
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