segunda-feira, 16 de agosto de 2010

manuscrito de 24 de Setembro de 2001 (ii)

Não é no relógio que encontras o momento

Embora ele também aí esteja.

Não é em ti que te encontras

Embora também aí estejas.

O mistério está sempre presente

Eis porque não se sente

E o que sentimos muda-se

Como o Sol ao longo do dia e

Ao longo do ano - devagar

Para os nossos sentidos dormentes.

A Vida, porém, de onde vêm os seres

E os momentos, oculta pelo Tudo,

Nem muda nem pára nem tem

Momento

(a tinta acabou nesta última palavra)

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