quarta-feira, 12 de maio de 2010

jogando sementes nos campos da mente

Fossem ciganos a levantar poeira

A misturar nas patas

Terras de outras terras, ares de outras matas

Eu, bandoleiro, no meu cavalo alado

Na mão direita o fado

Jogando sementes nos campos da mente

E se falasses magia, sonho e fantasia

E se falasses encanto, quebranto e condão

Não te enganarias, não te enganarias

Não te enganarias, não!

Fossem ciganos a levantar poeira

A misturar nas patas

Terras de outras terras, ares de outras matas

Eu, bandoleiro, no meu cavalo alado

Na mão direita o fado

Jogando sementes nos campos da mente

E se falasses magia, sonho e fantasia

E se falasses encanto, quebranto e condão

Feitiço, transe-viagem, alucinação

Ney Matogrosso

3 comentários:

  1. Bonito o texto... Não me lembro da melodia. E foi bom ver o nome do autor só depois da leitura (acabo de descobrir que é a melhor forma de ler um poema!). Abraços.

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  2. Uma agradável lembrança, que sabe bem registar no meio de aumento de impostos, austeridade, crise, com que nos invadiram os dias para hoje e amanhã. Para sempre?
    Feitiço.
    O mais bonito álbum de Ney Matogrosso. Mera opinião pessoal, diga-se. Arrojado. mal necessário que o levou ao desejo de homem, bicho, mulher, mesa e cadeiras de cabaré, oferecer a outra face mas não esquecer o que lhe fazem nos bares, nas lamas, nos lares, na cama. Sim há mesmo pecado ao sul do Equador.
    Estava muito longe de voltar a lembrar-se deste velho vinil, cor verde com pétalas de rosas brancas.
    E talvez um dia encontre ciganos felizes, como um dia lhe disseram que existem, mas nunca viu...
    Muito brigado.

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  3. abraços Nivaldete - carrega no nome de Ney Matogrosso no post para ouvir a canção

    gin-tonic, não deseperemos, eu já conheci ciganos felizes e aqui onde vivo ainda os vejo passar à antiga nas suas carroças e costumo pensar que enquanto houver ciganos na estrada há esperança... :)

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