sexta-feira, 7 de maio de 2010

consegues ver a alma a sorrir?

Consegues ver a alma a sorrir?
Os meus pés aceleram os passos...
Como se realmente tivesse asas nas costas,
Mas ninguém me persegue.
Olha – a minha alma molhada descaiu...
Embora não haja nem pau nem faca sobre ela.
O mármore do corpo derreteu-se em suave cera,
O cérebro computador voou para o diabo...
.

Alma, onde é o teu lugar?!
Tenho uma costura no meu lado direito
Inclinei-me com a respiração suspensa...
Algo se voltou a quebrar de repente,
Incendiou-se, saiu e voltou a pegar fogo!
Uma voz que veio de muito alto!!!
Uma nova dor onde as asas deviam estar...
As faces das estrelas lavadas por chuvas torrenciais....
E quase agarrei a cauda do cometa...
VITAS

2 comentários:

  1. Um texto forte, um tanto sálmico... Gosto dessas estranhezas.
    Um abraço!

    ResponderEliminar
  2. Foi traduzido da tradução inglesa, este é o original russo:

    Душа (Alma)

    Видишь, улыбается Душа?
    Ноги сами убыстряют шаг...
    Будто вправду крылья за спиной,
    А никто не гонится за мной.
    Глянь, поникла мокрая Душа...
    А над ней ни палки, ни ножа.
    Мрамор тела стаял в мягкий воск,
    К черту полетел компьютер-мозг...

    Где ж ты помещаешься, Душа?!
    Колет справа, наклонился не дыша...
    Что-то вдруг опять оборвалось,
    Вспыхнуло, погасло, вновь зажглось!
    Голос из далекой вышины!!!
    И снова боль, где крылья быть должны...
    Ливнями омыты лики звезд...
    И почти схватил кометы хвост...

    ResponderEliminar