segunda-feira, 24 de novembro de 2008

O vento anda a despir as árvores

O vento

anda a despir as árvores

devagarinho

impaciente

com ternura

com alegria...

As árvores meias nuas

deixam ver para lá de si

a torre e as muralhas do castelo

No chão há tapetes

que se levantam

e dançam

como damas

e dourados cavaleiros

Quando se abrem

os vidros da janela

a porta bate

e as folhas entram

e vão esconder-se

debaixo dos móveis

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