Vladimir Kush

Vladimir KUSH, Ripples on the Ocean, (Ondulações no Oceano)

Rumi

A vela do navio do ser humano é a fé.
Quando há uma vela, o vento pode levá-lo
A um lugar após outro de poder e maravilha.
Sem vela, todas as palavras são ventos.

Jalāl-ad-Dīn Muhammad RUMI




sexta-feira, 3 de março de 2017

confiar

é tão bom poder confiar e obedecer

quando lhes faltam ao respeito

as pessoas choram

véspera

dias de véspera
de dias memoráveis
de palavras que não sabem nada
(houveram e ofenderam)

um segredo separador, o início da angustia

e mais tarde

gargalhadas que um órgão interno guardou durante anos e anos e anos

a vida não passa
é

entrar e sair funda

a interrogação
a posição adequada
serena resignação

sinonímia que se rende
Redentora

Tornar-se

a comida
estende-se por toda a parte
e a toalha do pic-nic
é uma parte
outra

a amiga mais antiga
o mistério da fruta
que chega à boca e

dos sabores
que a memória tem guardados
em silêncio
e posições

que o corpo toma sem procurar

nem impõe, nem intimida
são íntimas no exterior delas

e uma gota de sangue
quis e brilhou ao sol

veio do nascente, do oriente,
do leste longamente
ao oceano chamou lago

Iago cuja mente
perpetrou um crime
que ficou escrito na pedra do tempo
que não sendo tempo
se tornou pedra


quinta-feira, 2 de março de 2017

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Mãe dos Exílios

O Novo Colosso 

Não como o gigante bronzeado de grega fama,
Com pernas abertas e conquistadoras a abarcar a terra
Aqui nos nossos portões banhados pelo mar e dourados pelo sol, se erguerá
Uma mulher poderosa, com uma tocha cuja chama
É o relâmpago aprisionado e seu nome
Mãe dos Exílios. Do farol de sua mão
Brilha um acolhedor abraço universal; Os seus suaves olhos
Comandam o porto unido por pontes que enquadram cidades gémeas.
"Mantenham antigas terras a sua pompa histórica!" grita ela
Com lábios silenciosos "Dai-me os vossos fatigados, os vossos pobres,
As vossas massas encurraladas ansiosas por respirar liberdade
O miserável refugo das vossas costas apinhadas.
Mandai-me os sem abrigo, os arremessados pelas tempestades,
Pois eu ergo o meu farol junto ao portal dourado."

Emma Lazarus, 1883

Poema escrito para angariar fundos para a construção do pedestal da Estátua da Liberdade.

A fotografia (Nova York - Por dentro da Estátua da Liberdade) encontrei-a aqui.