quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016
quinta-feira, 21 de janeiro de 2016
segunda-feira, 18 de janeiro de 2016
Soneto de Shakespeare CXXX
Os olhos como o sol o meu amor não tem
e é mais rubro o coral que a sua rubra boca,
e então se a neve é alva, seu peito é 'scuro e bem,
se os cabelos são fios, só fio negro a touca.
Vi rosas-de-damasco, brancas e encarnadas,
mas tais rosas nas faces não vejo ao contemplá-la,
e têm alguns perfumes essências delicadas
mais que as do meu amor no hálito que exala.
De ouvi-la falar gosto, contudo, bem no sei,
na música ressoa mais doce afinação:
uma deusa a passar, confesso, nunca olhei,
a minha dama, andando, põe os seus pés no chão.
E eu penso o meu amor tão raro todavia
como os mais que de enganos gera a falsa poesia.
Tradução de Vasco Graça Moura in "50 Sonetos de Shakespeare", p. 102, Editorial Inova, Porto, Abril, 1978
e é mais rubro o coral que a sua rubra boca,
e então se a neve é alva, seu peito é 'scuro e bem,
se os cabelos são fios, só fio negro a touca.
Vi rosas-de-damasco, brancas e encarnadas,
mas tais rosas nas faces não vejo ao contemplá-la,
e têm alguns perfumes essências delicadas
mais que as do meu amor no hálito que exala.
De ouvi-la falar gosto, contudo, bem no sei,
na música ressoa mais doce afinação:
uma deusa a passar, confesso, nunca olhei,
a minha dama, andando, põe os seus pés no chão.
E eu penso o meu amor tão raro todavia
como os mais que de enganos gera a falsa poesia.
Tradução de Vasco Graça Moura in "50 Sonetos de Shakespeare", p. 102, Editorial Inova, Porto, Abril, 1978
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quinta-feira, 14 de janeiro de 2016
terça-feira, 12 de janeiro de 2016
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
quarta-feira, 16 de dezembro de 2015
quarta-feira, 2 de dezembro de 2015
Quando Maria fez uma grinalda para o Natal
Quando Maria fez uma grinalda para o Natal
O sangue correu vermelho - correu vermelho.
Outra Maria entrelaçou os Espinhos
Que coroaram a cabeça do seu Senhor
Mas o Visco estava longe
Do outro lado de um mar Ocidental,
E o Visco foi engrinaldado à volta
De uma macieira Pagã.
Em Glastonbury cresceu um Espinho,
Quando José chegou para comerciar.
E o Azevinho crescia naturalmente
Em toda a clareira arborizada.
Mas o Visco era sagrado onde
O Sol se levanta cada manhã,
E o Visco não sabia nada do
Bebé em Belém nascido.
Quando José chegou para comerciar.
E o Azevinho crescia naturalmente
Em toda a clareira arborizada.
Mas o Visco era sagrado onde
O Sol se levanta cada manhã,
E o Visco não sabia nada do
Bebé em Belém nascido.
Santo Patrício singrava os mares tormentosos
Para pregar a Cruz - e assim
Descobriu a árvore de Eva - com a serpente enroscada -
E suspensa com Visco.
«Peço-te, Serpente, abandona esta Terra
E abre, Planta, os teus ouvidos.»
Pregou a História de Cristo - e Vede!
O Visco verteu lágrimas…
Para pregar a Cruz - e assim
Descobriu a árvore de Eva - com a serpente enroscada -
E suspensa com Visco.
«Peço-te, Serpente, abandona esta Terra
E abre, Planta, os teus ouvidos.»
Pregou a História de Cristo - e Vede!
O Visco verteu lágrimas…
O Azevinho tem bagas vermelhas,
Vermelhas cor de sangue em cada ramo.
O Espinho medra com flores douradas,
E agora à maneira de Confeitos.
O que darás tu ao Senhor Cristo?
Oh! Ramo Pagão tão verde?
«As Lágrimas que verti por Alguém
Que nunca vi…»
Vermelhas cor de sangue em cada ramo.
O Espinho medra com flores douradas,
E agora à maneira de Confeitos.
O que darás tu ao Senhor Cristo?
Oh! Ramo Pagão tão verde?
«As Lágrimas que verti por Alguém
Que nunca vi…»
Deixem o Homem então dar a sua vida pelo Homem,
Dizem as bagas vermelhas cor de sangue,
E os homens têm amor pelo próximo
Onde as flores de Urze medram tão alegres,
E as Lágrimas do Homem sejam vertidas pelo Homem
Onde o Visco fulgura branco,
Vem, piedade, amor e sacrifício…
Deus nos abençoe a todos esta noite!
Agatha Christie Mallowan (1965), A Estrela de Belém, Contos de Natal,
p. 31 a 33, Livros do Brasil, Lisboa, 1989
Dizem as bagas vermelhas cor de sangue,
E os homens têm amor pelo próximo
Onde as flores de Urze medram tão alegres,
E as Lágrimas do Homem sejam vertidas pelo Homem
Onde o Visco fulgura branco,
Vem, piedade, amor e sacrifício…
Deus nos abençoe a todos esta noite!
Agatha Christie Mallowan (1965), A Estrela de Belém, Contos de Natal,
p. 31 a 33, Livros do Brasil, Lisboa, 1989
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amor,
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cultura,
divino,
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fecundidade,
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homens,
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quarta-feira, 21 de outubro de 2015
segunda-feira, 12 de outubro de 2015
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