Vladimir Kush

Vladimir KUSH, Ripples on the Ocean, (Ondulações no Oceano)

Rumi

A vela do navio do ser humano é a fé.
Quando há uma vela, o vento pode levá-lo
A um lugar após outro de poder e maravilha.
Sem vela, todas as palavras são ventos.

Jalāl-ad-Dīn Muhammad RUMI




quarta-feira, 5 de agosto de 2015

revestir a mesquita

Uma vez por ano as pessoas de Djenné, Mali, revestem de lama a grande mesquita - o maior e mais antigo edifício de adobe do mundo. O revestimento protege-a das intempéries, as orações são atendidas.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Cristina Mirabilis

A Maravilhosa Cristina (1150-1224) morreu pela primeira vez aos 22 anos. Na missa antes do funeral elevou-se até ao tecto. Quando desceu disse que não podia suportar o cheiro dos pecadores e contou que tinha estado no Purgatório, no Inferno e no Paraíso. Que tinha voltado à vida por amor, para libertar os pecadores. Viveu depois uma vida tão fora do comum que lhe chamaram Cristina Admirável.

Ilustração de Melissa West (2010) - Saint Christina the Astonishing.

Detalhes sobre a vida de Cristina (em inglês) aqui.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

palíndromo

O quadrado SATOR, palíndromo romano. Existem outros, este está na igreja de San Pietro ad Oratorium, em Capestrano, Abruzzo, Itália.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

A vida das árvores à noite

Desenho no livro "A vida das árvores à noite" (The night life of trees) ilustrado por artistas da tribo Gond, Índia central. A história é sobre a crença do povo Gond na vida espiritual das árvores à noite.

Tara Books, 2006


O poema é de Rainer Maria Rilke, o primeiro dos Sonetos a Orfeu (1923):

Uma árvore subiu. Pura ascensão!
Oh, Orfeu canta! Árvore alta no ouvido!
E tudo se calou. Mas mesmo a suspensão
era aceno, mudança, outro sentido

de começar. Do bosque iam saindo
bichos silentes, de covil ou ninho,
e não era já - viu-se - ardil mesquinho
ou susto que os calava: estavam, vindo,

só para ouvir. Mugido, berro, grito
era pequeno em cada peito aflito.
E onde havia abrigo ou choça escura

de acesso pra aceitar em ânsia pura,
postes que o som pudesse sacudir, -
ali criaste tu templos no ouvir.

Rainer Maria Rilke, Poemas As Elegias de Duíno e Sonetos a Orfeu (Prefácio, Selecção e Tradução de Paulo Quintela), p. 233, O Oiro do Dia, Porto, Setembro de 1983