segunda-feira, 25 de maio de 2015
sábado, 16 de maio de 2015
Soneto a um livro

A um livro
No silêncio de cinzas do meu Ser
Agita-se uma sombra de cipreste,
Sombra roubada ao livro que ando a ler,
A esse livro de mágoas que me deste.
Estranho livro aquele que escreveste,
Artista da saudade e do sofrer !
Estranho livro aquele em que puseste
Tudo o que eu sinto, sem poder dizer !
Leio-o, e folheio, assim, toda a minh’alma !
O livro que me deste é meu, e salma
As orações que choro e rio e canto !...
Poeta igual a mim, ai quem me dera
Dizer o que tu dizes !... Quem soubera
Velar a minha Dor desse teu manto !...
Florbela Espanca, SONETOS, p. 32, Edição Integral, Livraria Tavares Martins, Porto, 1960
Este livro tem fotografias. Esta está ao lado deste soneto e encontrei-a aqui. Suponho que seja Florbela com o irmão no final do séc. XIX / início do séc. XX.
sexta-feira, 15 de maio de 2015
Misericórdia em Macau
Baixo relevo em granito. Fotografia de «O Leal Senado da Câmara de Macau. Reportagem fotográfica de José Neves Catela e comentários de Luís Gonzaga Gomes in MOSAICO,1950.» encontrada aqui
segunda-feira, 11 de maio de 2015
lágrimas de princesa
Pir-e Sabz (santuário verde), ou Chak Chak, nome onomatopaico - som das gotas de água a cair - é o mais sagrado dos templos de montanha do Zoroastrismo. A religião de Zaratustra (Zoroastro) continua viva no Irão e nos países próximos, incluindo a Índia, assim como noutros países mais distantes para onde os fiéis emigraram.
O fogo sagrado tem sido mantido nesta fonte no meio do deserto de Dasht-e Kavir, a cerca de 60 km de Yazd, Irão. É um centro de peregrinação sempre aberto cujas celebrações mais importantes ocorrem no mês de Junho.
A tradição conta que a princesa Nikbanu (Nikbanoo) ao fugir da invasão dos árabes islâmicos caiu aqui de cansaço. Rezou então de tal modo que a montanha se abriu para a acolher e dar refúgio.
Quando a montanha se fechou sobre ela um pouco do vestido ficou à vista. Com o tempo petrificou e agora é uma rocha. As gotas da cascata são lágrimas, água da vida. Os limos (lismos) verdes são os cabelos da princesa.
As poucas árvores que crescem no templo são as únicas em muitos quilómetros em redor.
Encontrei a fotografia - e informações em inglês - aqui.
O fogo sagrado tem sido mantido nesta fonte no meio do deserto de Dasht-e Kavir, a cerca de 60 km de Yazd, Irão. É um centro de peregrinação sempre aberto cujas celebrações mais importantes ocorrem no mês de Junho.
A tradição conta que a princesa Nikbanu (Nikbanoo) ao fugir da invasão dos árabes islâmicos caiu aqui de cansaço. Rezou então de tal modo que a montanha se abriu para a acolher e dar refúgio.
Quando a montanha se fechou sobre ela um pouco do vestido ficou à vista. Com o tempo petrificou e agora é uma rocha. As gotas da cascata são lágrimas, água da vida. Os limos (lismos) verdes são os cabelos da princesa.
As poucas árvores que crescem no templo são as únicas em muitos quilómetros em redor.
Encontrei a fotografia - e informações em inglês - aqui.
segunda-feira, 4 de maio de 2015
Árvores que sonham com o mar
Ela não sabia que nome lhe davam as pessoas por isso também eu não vou aprofundar que árvore eraEra uma árvore num monte e sonhava com o mar sem nunca o ter visto
O mar era assim como as montanhas mas em movimento rápido
Era azul e estava cheio de peixes e outros animais que nadavam
E a árvore crescia lentamente para o céu acarinhando o seu sonho - incompreensível na montanha
E foi crescendo até ao dia em que a cortaram e dela fizeram um barco
quarta-feira, 29 de abril de 2015
terça-feira, 28 de abril de 2015
Pere Borrell del Caso
Pere Borrell del Caso, ‘Fugint de la crítica’
Barcelona, 1874
Podia ilustrar a ideia do prisioneiro que sai da Caverna, na famosa Alegoria de Platão.
Podia ilustrar a ideia do prisioneiro que sai da Caverna, na famosa Alegoria de Platão.
segunda-feira, 20 de abril de 2015
a pastar renas
Litografia ou Photochrome (?)
Postal Ilustrado.
Cerca de 1910.
Noruega, Finnmark
"753. Finnmarken, Lap med Ren."
Postal Ilustrado.
Cerca de 1910.
Noruega, Finnmark
"753. Finnmarken, Lap med Ren."
quinta-feira, 16 de abril de 2015
Quatro amigos (Tunshe)
Dashi Namdakov
Four Friends (Tunshe), 2008
Four Friends (Tunshe), 2008
Escultura em Aginskoye - capital de Agin-Buryat, Federação da Rússia.
Território dos nómadas Buryats. Desta região o budismo espalhou-se por todo o Transbaikal. Ainda existem alguns dos antigos Datsuns (mosteiros) que serviram durante vários séculos como pontos focais para a educação e unidade de clãs Buryat, proporcionando uma ligação entre a cultura nacional e o mundo budista mais amplo.
Instalado no meio de uma praça da aldeia, o grupo escultórico recorda uma história: quatro animais subiram nas costas uns dos outros para alcançar o fruto que todos querem comer.
A semelhança com os "Músicos de Bremen" não será coincidência.
segunda-feira, 13 de abril de 2015
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