Vladimir Kush

Vladimir KUSH, Ripples on the Ocean, (Ondulações no Oceano)

Rumi

A vela do navio do ser humano é a fé.
Quando há uma vela, o vento pode levá-lo
A um lugar após outro de poder e maravilha.
Sem vela, todas as palavras são ventos.

Jalāl-ad-Dīn Muhammad RUMI




segunda-feira, 15 de agosto de 2011

a rua

« (...) a rua é o grande salão onde se expõem modelos de ambos os sexos e de todas as classes e até raças. É a expressão máxima e mais completa da sociedade, em todas as suas modalidades.

É também a grande igualitária, e onde a verdadeira Democracia conseguiu ter até hoje realização plena.

Tudo passa na rua, desde o velho fidalgo apergaminhado, ao oficial de galões dourados, ao soldado raso. O patrão e o operário, o sábio e o ignorante, o rico e o pobre, o janota e o farroupilha, o nobre e o plebeu, o trabalhador e o vadio, a mulher espalhafatosa e a mulher simples, a elegante e a desataviada, a que é modelo de virtudes e a pedra de escândalo, a bonita e a feia.»

Não é bonito - arquitectura da delicadeza, colectânea de Raul de Caldevilla, Edição do Autor, Barcelos, 1946

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Como chegar a Ussuriysk

O meio mais provável de chegar a Ussuriysk é de comboio vindo de Vladivostok ou de Khabarovsk. A oportunidade mais impossível é uma viagem desde a Coreia do Norte na locomotiva soviética a vapor que atravessa a fronteira russa em Khasan. Há autocarros para e de Khabarovsk e Vladivostok duas vezes por dia. Quase de hora a hora há um autocarro para Vladivostok e Nakhodka. No entanto não têm sistema de ar condicionado interior o que é vital no verão. Os autocarros diários para a China estão equipados com este "must". Getting to Ussuriysk
Fotografia de Helmut

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

a necessidade de tirar vida para poder viver

"há semelhanças espantosas. que não são fáceis de explicar, entre ideias e práticas xamanicas tão afastadas como as do Ártico, Amazónia e Bornéu, ainda que essas sociedades provavelmente nunca tenham tido contactos umas com as outras. Muitas interpretações correntes dão ênfase ao aspecto terapêutico do xamanismo, mas este é apenas um aspecto do trabalho do xamã. Entre outras coisas, o xamanismo é uma religião de caçadores, preocupada com a necessidade de tirar vida para poder viver a sua. A visão xamãnica do equilíbrio cósmico fundava-se largamente na ideia de pagar pelas almas dos animais que é preciso comer, e nas sociedades o xamã voa para o dono dos animais para negociar o preço."


Vitebsky, P. 1995. The Shaman. London: MacMillan, Duncan Baird Publishers

tradução da citação em: Scott Polar Research Institute, (Yakutia) por Tatiana Argounova

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

o que é que anda à roda?

tradução de parte do artigo da Wikipedia, em inglês, sobre Giordano Bruno:

George Abbot, que mais tarde se tornou Arcebispo de Canterbury, fez troça de Bruno por apoiar "a opinião de Copérnico de que a terra andava à roda, e os céus estavam quietos e parados; quando na verdade era a cabeça dele que andava à roda, e o cérebro dele que não parava quieto."

a citação de George Abbot foi publicada por Andrew D. Weiner, "Expelling the Beast: Bruno's Adventures in England", in Modern Philology, Vol. 78, No. 1 (Aug., 1980), pp. 1–13

"The Expulsion of the Triumphant Beast" (Spacio Della Bestia Trionfante) é o nome de um livro que Giordano Bruno escreveu e publicou em Inglaterra em 1584.
Parte deste livro foi traduzida para francês, em 1750, sob o título "Le Ciel Réformé, Essai de Traduction de Partie du Livre, Italien: Spaccio Della Bestia Trionfante: La Déroute ou L'Expulsion de la Beste Triomphante" e pode ser lido aqui (a partir da pág. 63)

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

é fácil regressar à vida selvagem

"O facto de os cavalos terem sido domesticados antes de serem reintroduzidos importa pouco do ponto de vista biológico. Na verdade, a domesticação pouco os alterou, como podemos ver pela rapidez com que os cavalos regressam aos antigos padrões de comportamento na natureza.

Consideremos este exemplo. Para todos efeitos e objectivos o cavalo selvagem Mongol (E. przewalskii, ou E. caballus przewalskii) desapareceu do seu habitat na Mongólia e China do Norte há cem anos. Sobreviveu apenas em Jardins Zoológicos e Reservas. Isso não é domesticação no sentido clássico, mas é cativeiro, com tratadores a fornecer comida e veterinários a prestar cuidados de saúde. Depois animais excedentes foram libertados durante os anos 90 do séc. XX e agora voltaram a ocupar uma parte do seu território nativo na Mongólia e na China."

tradução de parte do artigo "A História Surpreendente dos Cavalos Selvagens Americanos" (The Surprising History of America's Wild Horses) de Jay F. Kirkpatrick e Patricia M. Fazio, 24 July 2008

fotografia aqui

terça-feira, 2 de agosto de 2011

linha dobrada

O rouxinol diz ao botão de rosa,
"Diz-me, quem está no teu coração?
Não há aqui ninguém, estamos sós."

"Não estamos sós aqui," responde a rosa,
"Enquanto estiveres contigo.
Não esperes nada de mim,
Livra-te primeiro de ti."

Fica a saber:
O buraco da agulha da ausência é muito pequeno,
Não permite a passagem de linha dobrada.

Rumi