segunda-feira, 29 de novembro de 2010
o cobertor barulhento
domingo, 28 de novembro de 2010
o especialista das narinas direitas
"Já não se encontram médicos à moda antiga, que tratavam todas as doenças. Agora só há especialistas. Temos uma doença de nariz? Enviam-nos para um grande especialista parisiense. O homem examina-nos o nariz. «Não posso», diz ele, «curar-lhe a narina esquerda, pois não é a minha especialidade; só trato das narinas direitas. Vá a Viena, onde há um especialista das narinas esquerdas.»"
Dostoievski, Os Irmãos Karamazov, p. 553, Estúdios Cor, Lisboa, 1958
Escrito em 1879 :)
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Chuváchia
A República Chuvache faz parte da Federação Russa, a sua capital é Cheboksary. Tem duas línguas oficiais: o chuvache e o russo.
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A língua chuvache é de origem turca. Já foi escrita com runas e com os alfabetos árabe e latino. Agora escreve-se unicamente em cirílico porque a Rússia não permite que as línguas minoritárias usem o alfabeto latino.
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Esta imagem é um calendário relacionado com a cerveja e as festas tradicionais chuvaches.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
ando no mundo a ler
Fanatismo
Florbela Espanca
Minh'alma, de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer razão de meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida!
Não vejo nada assim enlouquecida...
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida!
Tudo no mundo é frágil, tudo passa..."
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim!
E, olhos postos em ti, vivo de rastros:
"Ah! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: princípio e fim!..."
terça-feira, 23 de novembro de 2010
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Nilo iluminado
domingo, 21 de novembro de 2010
uma cena barulhenta
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"Entretanto, eu pensava, estendida como estou agora: «Devo ou não expulsar Mikail Ivanovich pela forma descomedida como falou a este rapaz que veio visitar-me?» Conservava-me de olhos fechados, sem conseguir decidir-me, aflitíssima, de coração palpitante. «Grito ou não grito?» Uma voz dizia-me: «grita», e a outra: «não grites». Mal ouvi esta outra voz desatei a gritar. Depois, desmaiei. Já se sabe, foi uma cena barulhenta."
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Dostoievski, Os Irmãos Karamazov, p. 500, Estúdios Cor, Lisboa, 1958
