Vladimir Kush

Vladimir KUSH, Ripples on the Ocean, (Ondulações no Oceano)

Rumi

A vela do navio do ser humano é a fé.
Quando há uma vela, o vento pode levá-lo
A um lugar após outro de poder e maravilha.
Sem vela, todas as palavras são ventos.

Jalāl-ad-Dīn Muhammad RUMI




segunda-feira, 29 de novembro de 2010

o cobertor barulhento

Numa noite de inverno, enquanto Nasruddin estava a dormir ouviu de repente barulho na rua. Embrulhado num cobertor saiu para saber a causa do barulho. De repente um ladrão esperto roubou-lhe o cobertor e fugiu. Por isso ele voltou para casa sem o cobertor. Respondendo à mulher que lhe perguntou a causa do barulho, Nasruddin disse, "Aquele barulho todo era por causa do meu cobertor."

domingo, 28 de novembro de 2010

o especialista das narinas direitas

"Já não se encontram médicos à moda antiga, que tratavam todas as doenças. Agora só há especialistas. Temos uma doença de nariz? Enviam-nos para um grande especialista parisiense. O homem examina-nos o nariz. «Não posso», diz ele, «curar-lhe a narina esquerda, pois não é a minha especialidade; só trato das narinas direitas. Vá a Viena, onde há um especialista das narinas esquerdas.»"

Dostoievski, Os Irmãos Karamazov, p. 553, Estúdios Cor, Lisboa, 1958

Escrito em 1879 :)

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Chuváchia

A República Chuvache faz parte da Federação Russa, a sua capital é Cheboksary. Tem duas línguas oficiais: o chuvache e o russo.

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A língua chuvache é de origem turca. Já foi escrita com runas e com os alfabetos árabe e latino. Agora escreve-se unicamente em cirílico porque a Rússia não permite que as línguas minoritárias usem o alfabeto latino.

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Esta imagem é um calendário relacionado com a cerveja e as festas tradicionais chuvaches.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

ando no mundo a ler

Fanatismo Florbela Espanca Minh'alma, de sonhar-te, anda perdida Meus olhos andam cegos de te ver! Não és sequer razão de meu viver, Pois que tu és já toda a minha vida! Não vejo nada assim enlouquecida... Passo no mundo, meu Amor, a ler No misterioso livro do teu ser A mesma história tantas vezes lida! Tudo no mundo é frágil, tudo passa..." Quando me dizem isto, toda a graça Duma boca divina fala em mim! E, olhos postos em ti, vivo de rastros: "Ah! Podem voar mundos, morrer astros, Que tu és como Deus: princípio e fim!..."

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

domingo, 21 de novembro de 2010

uma cena barulhenta

A senhora Koklakova:

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"Entretanto, eu pensava, estendida como estou agora: «Devo ou não expulsar Mikail Ivanovich pela forma descomedida como falou a este rapaz que veio visitar-me?» Conservava-me de olhos fechados, sem conseguir decidir-me, aflitíssima, de coração palpitante. «Grito ou não grito?» Uma voz dizia-me: «grita», e a outra: «não grites». Mal ouvi esta outra voz desatei a gritar. Depois, desmaiei. Já se sabe, foi uma cena barulhenta."

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Dostoievski, Os Irmãos Karamazov, p. 500, Estúdios Cor, Lisboa, 1958

sábado, 20 de novembro de 2010

um súbito vislumbre

"A qualidade peculiar da "alegria" na Fantasia conseguida pode assim ser explicada como um súbito vislumbre da realidade subjacente ou verdade."

JRR Tolkien, "The Notion Club Papers"