Vladimir Kush

Vladimir KUSH, Ripples on the Ocean, (Ondulações no Oceano)

Rumi

A vela do navio do ser humano é a fé.
Quando há uma vela, o vento pode levá-lo
A um lugar após outro de poder e maravilha.
Sem vela, todas as palavras são ventos.

Jalāl-ad-Dīn Muhammad RUMI




sexta-feira, 31 de julho de 2009

passarinhos nas mangas

O país de Lebi

É composto por gente pequena, que não excede uns 9 centímetros. Têm um par de asas, com as quais procuram aproximar-se do Sol, a fim de se aquecerem. Além disso, alimentam-se de orvalho. Certa vez, ofereceram à corte imperial centenas de pássaros, do tamanho de cigarras, em gaiolas de jade. As aves tinham uma voz tão sonora que se podia ouvir a vários quilómetros. O imperador deu-lhes liberdade dentro do palácio. Pouco depois, voaram para longe, mas voltaram no ano seguinte, pousando nas janelas ou escondendo-se dentro das mangas das pessoas. O imperador mostrava predilecção pelas damas que tinham um passarinho nas mangas.

Wang Suoying e Ana Cristina Alves, Mitos e Lendas da Terra do Dragão, p. 102, Editorial Caminho, Alfragide, 2009

terça-feira, 28 de julho de 2009

Plougastel, Finistère

Na Bretanha, não muito longe de Brest e muito perto do mar, existe uma quase-ilha que se chama Plougastel.

Aí existem oito capelas onde todos os anos se realiza o Festival "O Canto das Capelas".

A Capela de Nossa Senhora da Fonte Branca que, em bretão, se chama "Intron Varia ar Feunten Wenn" terá sido construída no séc. XV quando a indústria e exportação de panos enriqueceu a região e Portugal foi um dos importadores.

Mas é de crer que a Fonte e a Senhora já fossem adoradas muito antes da construção da Capela.

O "Perdão" (que é o nome que se dá à festa) de Nossa Senhora da Fonte Branca é na segunda-feira de Páscoa.

No próximo dia 8 de Agosto haverá ali um recital de Harpa Céltica.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

uma casa com patas de galinha

Ontem foi dia dos avós e por isso me lembrei de uma avó muito especial: Baba Yaga. Aqui vai ela na sua casa com patas de galinha.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

as tranças da noite

As tranças da noite ficam brancas

À passagem do tempo, como eu?

Ou derramou-se no céu um jardim de lírios?

Sete noites estão presas no horizonte

Não se deixando destrinçar do dia...

Ibn As-Sid

Adalberto Alves, O meu coração é árabe, p. 113, Assírio & Alvim, Lisboa, 1987

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Uluru, Austrália

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Tjukurpa é o fundamento da vida e sociedade do povo Anangu que vive na terra de Uluru.

Tjukurpa tem muitos significados complexos mas complementares.

Refere-se ao período da criação, quando os seres ancestrais, Tjukaritja, criaram o mundo tal como o conhecemos agora.

É também a lei das relações entre as pessoas, plantas, animais e a terra.

É o passado, o presente e o futuro.

É também as histórias que guardam este conhecimento.

O povo Anangu lê a Natureza: Uluru, a paisagem, a atmosfera, os animais, as plantas e os acontecimentos, como nós lemos textos e livros. Com a diferença que a Natureza não engana e não obriga a distinguir entre saber e acreditar.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

a ilha de Niuafo'ou

A ilha de Niuafo'ou é a caldeira de um vulcão submarino. Tem 15 km² e cerca de 650 habitantes.

Não tem porto, nem embarcadouro, nem praias, mas possui dois lagos interiores.

Pertence ao reino de Tonga, Pacífico Sul. A sua capital, na fotografia, é 'Esia (carregue na palavra para ver a pista de aterragem dos aviões e aproveite para visitar o site).

Chamaram-lhe "Lata de Conserva" (Tin Can, em inglês) porque era em latas fechadas e atiradas ao mar que recebiam e enviavam o correio. Um dos habitantes ia a nado enviar uma lata e recolher a outra quando os navios passavam ao largo. Agora o correio e outras coisas já são recolhidos num barco mas aportar à ilha continua a ser um processo complicado.

Foi construido um pontão mas é necessário que haja pessoas que puxem os passageiros ou as mercadorias para cima.

A população vive no interior, à beira dos lagos que também têm ilhas. Tanto os lagos como a terra são mornas devido ao calor que emana do vulcão.

terça-feira, 21 de julho de 2009

luz que se acende na Lua

Se algum dia vir acender-se uma luz na Lua acaba de assistir à queda de um meteoro a grande velocidade e à formação de uma nova cratera. Este acontecimento é raríssimo, claro... Se quiser saber mais carregue aqui.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Empoleirada numa distância imaginária

À ilha de Ignaluk, como é chamada pelos seus habitantes inuit, e que pertence ao Alasca (EUA), também se chama Diomedes Menor e ilha de ontem porque a linha convencional de mudança de data passa ali mesmo ao lado, servindo também de fronteira, uma vez que a Diomedes Maior que pertence à Sibéria (Rússia) fica do outro e por isso também se chama ilha de amanhã.

Diomedes é um herói grego da Guerra de Tróia cujo nome é composto por Dio (Deus, neste caso Zeus) e midis (conselho, astúcia). Mas o nome de Diomedes foi dado a estas ilhas porque um dinamarquês as descobriu, ao serviço da Rússia, no dia de S. Diomedes, segundo o calendário da igreja ortodoxa, ou seja: a 16 de Agosto.

Há séculos que estas ilhas são habitadas pelo mesmo povo inuit mas foram divididas entre os EUA e a Rússia e também entre as datas, o que faz com que um canal de água de 4 km aproximadamente que, nos anos em que o inverno é tão frio que o mar gela, é possível passar a pé, represente uma grande diferença no pensamento geo-político a que se chama global mas continua a ser chato. Porque a projecção de Mercator se tornou a representação habitual do mundo, imaginamos que a Rússia e a América estão em lados opostos - em termos políticos como geográficos. Para unir esta cisão imaginária foi proposta uma Ponte Intercontinental da Paz.

No cimo da ilha de Ignaluk estão estas pedras. Em língua inglesa chama-se a isto "perched boulder" e não sei se há algum equivalente estabelecido para a língua portuguesa. "Perched boulder" quer dizer, mais ou menos, pedregulho empoleirado.

Pode dizer-se que daqui se vê, quando não há nevoeiro, o que parece ser raro, o lugar onde se imagina que o mundo e o tempo se dividem entre esquerda e direita, entre hoje e amanhã, etc., ...

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Feitian

Feitian é uma palavra chinesa composta por fei (voar) e tian (céu). Estas figuras aéreas que na Índia se chamam Apsáras são comuns na arte oriental. Relacionam-se com a música, a dança, as nuvens e as fragrâncias. São geralmente femininas mas também as há masculinas ou de sexo indefinido. Há representações muito antigas pintadas ou esculpidas em grutas e templos. No Japão estes seres celestes chamam-se Tennin.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

os passageiros do vento continuam a viajar...!

"Os Passageiros do Vento" é uma banda desenhada de François Bourgeon que foi sendo publicada nos anos 80.

Ainda me lembro de aguardar com ansiedade e expectativa o livro seguinte e ter feito poupanças para conseguir ter os 5 volumes.

Acabo de saber que em Setembro próximo vai sair em francês um novo livro desta aventura: ver aqui!

Vou ficar à espera...

Como é que será 20 anos depois? Será que o autor retoma a aventura onde a tinha deixado? (Isa tinha então 18 anos e toda a vida à sua frente...) Ou faz uma nova abordagem? Numa aventura que decorre quase sempre dentro de navios do séc. XVIII qualquer abordagem é bem vinda!