Vladimir Kush

Vladimir KUSH, Ripples on the Ocean, (Ondulações no Oceano)

Rumi

A vela do navio do ser humano é a fé.
Quando há uma vela, o vento pode levá-lo
A um lugar após outro de poder e maravilha.
Sem vela, todas as palavras são ventos.

Jalāl-ad-Dīn Muhammad RUMI




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quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Dez mil milhas do rio Yangtze

Pintura anónima em seda. Dinastia Ming (1368-1644). É possível que haja outras maneiras de vê-la, Através da Wikipedia encontra-se carregando aqui e carregando novamente para ver maior. 

terça-feira, 1 de setembro de 2015

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

O Grande Buda de Leshan em 1925

Fotografia de Joseph Rock, aqui.

Para o caso de a ligação acima deixar de funcionar deixo também esta: o site chama-se «On Shadow»

DR. JOSEPH ROCK:
TRAVELS THROUGH WESTERN CHINA

Aumentando o zoom da fotografia podem ver-se dois homens em cima da cabeça da estátua. 

segunda-feira, 11 de maio de 2015

lágrimas de princesa

Pir-e Sabz (santuário verde), ou Chak Chak, nome onomatopaico - som das gotas de água a cair - é o mais sagrado dos templos de montanha do Zoroastrismo. A religião de Zaratustra (Zoroastro) continua viva no Irão e nos países próximos, incluindo a Índia, assim como noutros países mais distantes para onde os fiéis emigraram.
O fogo sagrado tem sido mantido nesta fonte no meio do deserto de Dasht-e Kavir, a cerca de 60 km de Yazd, Irão. É um centro de peregrinação sempre aberto cujas celebrações mais importantes ocorrem no mês de Junho.
A tradição conta que a princesa Nikbanu (Nikbanoo) ao fugir da invasão dos árabes islâmicos caiu aqui de cansaço. Rezou então de tal modo que a montanha se abriu para a acolher e dar refúgio.
Quando a montanha se fechou sobre ela um pouco do vestido ficou à vista. Com o tempo petrificou e agora é uma rocha. As gotas da cascata são lágrimas, água da vida. Os limos (lismos) verdes são os cabelos da princesa.
As poucas árvores que crescem no templo são as únicas em muitos quilómetros em redor.
Encontrei a fotografia - e informações em inglês - aqui.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Árvores que sonham com o mar

Ela não sabia que nome lhe davam as pessoas por isso também eu não vou aprofundar que árvore era
Era uma árvore num monte e sonhava com o mar sem nunca o ter visto
O mar era assim como as montanhas mas em movimento rápido
Era azul e estava cheio de peixes e outros animais que nadavam
E a árvore crescia lentamente para o céu acarinhando o seu sonho - incompreensível na montanha
E foi crescendo até ao dia em que a cortaram e dela fizeram um barco 

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

a tia Emília

«A minha tia Emília levava-me consigo para as aldeolas onde dava aulas: S. Pedro de Valbom, Valdezende... Tempo ainda de iluminação a petróleo, de carros de bois a lamuriar por caminhos primitivos... Acompanhei minha tia nos meus cinco, seis anos.»

«Era uma aventura, um deslumbramento. Ir às segundas-feiras de Braga para essas aldeias era para mim, criança ávida de descoberta, verdadeira magia, magia pura. Mal nos apeávamos da camioneta, lá estavam os garotos à nossa espera. As miúdas ofereciam à senhora professora ramos de flores silvestres e os rapazitos exibiam-se em gritaria heróica, descalços, limpando o monco (risos) à manga do casaco e deixando nela uma espécie de rasto de lesma...»

«(...) era uma festa. Nós por aqueles caminhitos rumo à escola, à velha escola, minha tia à frente com aquelas flores todas como uma santa num andor. Parecia uma galinha seguida pelos pintos. (Risos). As mocinhas muito compenetradas e sorridentes, os rapazitos aos pinotes, com berros de assustar índios...»

«Viajavam numa camioneta incrível, focinhuda, que largava fumo e poeirada e nas subidas gemia que metia dó. De aldeia em aldeia, a camioneta ia parando e em cada paragem apeava-se uma professora, com o respectivo bando à espera. Até que chegava a nossa vez.»

«(...) eu ia ao cinema com a minha tia, já que por esses tempos não havia classificações etárias. Aos nove anos, por exemplo, vi o Hamlet, do Shakespeare, numa admirável adaptação cinematográfica de Lawrence Olivier.»

«À noite, rezávamos o terço. Minha tinha era muito religiosa. Orações, orações... aquilo nunca mais acabava. Depois do rosário propriamente dito, havia que rezar pelas almas dos parentes já falecidos, uma legião interminável, e depois em prol das almas mais abandonadas. Dava-me o sono, mas eu sabia que a seguir vinha o encantamento, porque minha tia contava-me histórias antes de adormecermos. Contava-as como só ela sabia contar. Tinha um dom para contar histórias como nunca vi em mais ninguém.»

«Tomemos como exemplo A Branca de Neve e os Sete Anões, quando a princesa é abandonada na floresta. Minha tia "colocava-me" no local, falava de medos, de ameaças, de rumores sinistros. Usando onomatopeias, introduzia em mim o bracejar lamentoso do arvoredo ao luar, à hora em que pia o mocho. Tinha uma capacidade invulgar para me pôr no local da acção, com todos os sentidos alerta.»

Entrevista de Altino do Tojal a «A Página da Educação» em Outubro de 2001. A fotografia de Altino do Tojal veio daqui.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

O homem do tempo

Vyacheslav Korotki é um meteorologista russo, um cientista do Ártico. Nos últimos 30 anos tem vivido em barcos e mais recentemente vive sozinho num antigo Farol convertido em Estação Meteorológica, a uma hora de helicóptero da cidade mais próxima. A fotógrafa Evgenia Arbugaeva visitou-o e fez uma reportagem fotográfica para a revista The New Yorker.

«Vista para o Mar de Barents de uma janela do navio Mikhail Somov, o navio que leva comida e outros abastecimentos para a estação de Korotki uma vez por ano, durante a temporada de navegação de verão. Durante a viagem de meses de duração, os tripulantes têm direito a uma laranja por semana.» (tradução da legenda da fotografia)


terça-feira, 21 de outubro de 2014

Ponte Macau - Zhuhai - Hong Kong

Está em construção uma série de pontes e túneis para ligar as três maiores cidades no delta do Rio das Pérolas, China. Esta fotografia é das obras em Macau em Junho deste ano e está na Wikipedia.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Ataque português a Jeddah (Judá), 1517

«Em 1517, uma frota portuguesa inteira. com mais de 3.000 soldados e marinheiros, partiu para a Índia para controlar o Mar Vermelho. A invasão andou anos a ser preparada, mas a ocasião não podia ter sido mais propícia. O sultão otomano, Selim, o Taciturno tinha acabado de conquistar o Egito e as respetivas colónias, Síria e Arábia, mas os antigos territórios mamelucos continuavam agitados. Por breves momentos, o objetivo de D. Manuel parecia facilmente concretizável: do Suez, eram só uns dias de caminho até à cidade de Jerusalém.

A frota chegou a Aden, onde os cruzados foram inesperadamente recebidos de braços abertos. Aden estava completamente em pânico por causa dos invasores otomanos, que há muito eram conhecidos pelo tratamento atroz que davam aos Árabes. Se os Portugueses tivessem dito que queriam a cidade, relatou um mercador alemão, chamado Lazarus Nürnberger, a cidade ter-lhes-ía sido entregue no mesmo instante. Mas, em vez de aceitarem a chave de entrada no Mar Vermelho, os indecisos comandantes seguiram para Jeddah (Judá). Lançaram âncora, reuniram-se e decidiram que a passagem para Meca estava tão fortemente defendida que seria arriscado atacar. Em vez disso regressaram a Aden, mas, desta vez, o governador tinha perdido a fé nos irresolutos cristãos e a frota foi às voltas até à Índia. Quando lá chegou, muitos dos homens que ainda não tinham desertado tinham-se perdido em violentas tempestades.»

Guerra Santa, As Viagens Épicas de Vasco da Gama e o Ponto de Viragem em Séculos de Confrontos Entre Civilizações
Por NIGEL CLIFF

ver aqui

a imagem está na Wikipedia como provindo do livro The Ottoman Age of Exploration mas encontrei-a também como proveniente de Gaspar Corrêa, Lendas de Índia, 1858, no site da Newberry Library, Chicago: Greenlee Collection

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Europa - Pérsia através da União Soviética

Nos anos 30 do séc. XX podia ir-se de comboio da Europa à Pérsia através da União Soviética, Cartaz da Intourist, agência de viagens estatal soviética. Ver aqui.

Encontrei a descrição (em inglês) de uma viagem de comboio de Paris para Teerão em 2008 aqui.

A viagem não foi directa, a ligação mais directa é o comboio «Trans-Asiático» de Istambul para Teerão.

Esta viagem foi assim:
Paris - Veneza.
Veneza - Belgrado - Istambul.
Istambul - Tatvan - aldeia não nomeada onde o comboio parou para entrarem guardas armados que protegeram a travessia do Curdistão turco - Teerão.