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quinta-feira, 26 de julho de 2018
quarta-feira, 27 de junho de 2018
VITAS - Komarovo
palavras-chave:
azul,
brincar,
cantar,
cultura,
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educação,
escuta,
estados de espírito,
estilos de vida,
graça,
movimento,
poesia,
Teatro,
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VITAS
segunda-feira, 25 de junho de 2018
quinta-feira, 14 de junho de 2018
No jardim das fadas
“No jardim das fadas vai uma grande agitação. Elas correm com as suas asinhas transparentes e falam todas ao mesmo tempo, com murmúrios e gritinhos e suspiros de fada”
Rosa Lobato Faria, «A Menina e o Cisne»
Rosa Lobato Faria, «A Menina e o Cisne»
quarta-feira, 23 de maio de 2018
família
Fui familiarizada com o mundo.
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divino,
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poesia,
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vida
quinta-feira, 12 de abril de 2018
quinta-feira, 22 de março de 2018
segunda-feira, 12 de março de 2018
sábado, 30 de dezembro de 2017
VITAS (29-Dez-2017) Rouxinol e A Estrela, em Zhengzhou, China
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VITAS
quarta-feira, 4 de outubro de 2017
sexta-feira, 22 de setembro de 2017
sábado, 19 de agosto de 2017
quarta-feira, 31 de maio de 2017
terça-feira, 2 de maio de 2017
quando não havia espelhos nem relógios
mas já havia pessoas que iam ao vale
às nascentes da água salgada
com vida gasosa
e nas fontes se banhavam
e bebiam
com as flores, as árvores
e os animais que ali viviam
nós ainda não tínhamos nascido
às nascentes da água salgada
com vida gasosa
e nas fontes se banhavam
e bebiam
com as flores, as árvores
e os animais que ali viviam
nós ainda não tínhamos nascido
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017
Vitas - Regato ondulante
quinta-feira, 12 de janeiro de 2017
segunda-feira, 19 de dezembro de 2016
sexta-feira, 2 de dezembro de 2016
Herder
Da praia longínqua, na areia doirada,
O Cisne pensava, fitando a Alvorada:
– «Que imensa ventura, na minha mudez,
Se dado me fosse cantar uma vez!
Meu canto seria, na luz do arrebol,
Dos hinos mais altos à glória do Sol...
Não é das gaivotas e gansos do lago
O canto que em sonhos ardentes afago;
É quando nos bosques as aves escuto
Que a inveja confrange minha alma de luto.
Se a Aurora se lança do cume dos montes,
Até de alegria murmuram as fontes;
Só eu, passeando o meu tédio supremo,
Nem rio, nem choro, nem canto, nem gemo.
O Sol, que já vejo surgindo do Mar,
Tem dó de quem, mudo, não pode cantar!» –
E o Cisne, em silêncio, chorava, escutando
A orquestra das aves que passam em bando.
Das águas rompia a quadriga de Apolo,
E o pobre a cabeça escondia no colo...
Mas Febo detém-se nas nuvens ao vê-lo,
Com feixes de raios no fulvo cabelo,
E diz-lhe, sorrindo, num halo de fogo:
– «No Olimpo sagrado ouviu-se o teu rogo...» –
E nesse momento a Lira Sem Par
Da mão luminosa deixou resvalar...
O Cisne, orgulhoso da graça divina,
Da Lira de Apolo as cordas afina,
E rompe cantando... Calaram-se as fontes,
Calaram-se as aves... As urzes dos montes
Tremiam de gozo a ouvi-lo cantar...
E o vento sonhava na espuma do Mar.
O Cisne cantava, tirando da Lira
Um hino que nunca na terra se ouvira;
Não pára, nem sente, na sua emoção,
Que a vida lhe foge naquela canção.
Mas quando, entre nuvens, a tarde caía
no enlevo do canto que a essa hora gemia,
E Apolo no seio de Tétis desceu,
O pobre do Cisne, cantando, morreu...
Gemeram as aves; choraram as fontes;
Torceu-se nas hastes a giesta dos montes,
E o mar soluçava na tarde sombria,
Que o manto de luto com astros tecia.
Solícita espera-o, das águas à beira,
Do Cisne, já morto, fiel companheira;
Espera que o Esposo de pronto regresse,
Mas treme e suspira, que a Noite já desce...
As águas luzentes parecem-lhe, ao vê-las,
Um pano de enterro picado de estrelas.
Então, no seu luto, sentindo que morre,
Oceanos e praias distantes percorre;
Mergulha nas águas, coleia nas ondas,
Espreita as galeras de velas redondas,
Que ao longe parece que vão a voar...
E o Cisne não volta, não pode voltar!
Chorosa viúva, nas águas desliza,
Levada na fresca salsugem da brisa...
No seu abandono nem sente canseira;
Caminha, caminha, fiel companheira,
Chorando o perdido, desfeito casal...
Tão funda era a mágoa, tão grande o seu mal,
Que o peito sentindo de dor estalar,
– De dor e de angústia começa a cantar!
E canta com tanta ternura e paixão,
Que a Vida lhe foge naquela canção.
As aves despertam; calaram-se as fontes
Nas hastes tremiam as urzes dos montes;
A Lua escutava; detinha-se a Aurora,
E as vagas gemiam no vento que chora...
Na terra, no espaço, nos astros, no céu,
Mais alta harmonia ninguém concebeu;
E os Deuses recebem, ouvindo-a, a chorar,
A alma do Cisne que expira a cantar...
Desde esse momento, no Olimpo onde entraram,
Em honra dos Cisnes que tanto se amaram,
Das almas que foram leais e sinceras,
se Vénus se mostra, surgindo da bruma,
São eles que tiram, nas altas esferas,
A concha de nácar, cercada de espuma...
António Feijó, Sol de Inverno, 1922
Mais poemas de António Feijó na página do Projecto Vercial, carregar aqui
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linguagem,
natureza,
poesia
terça-feira, 15 de novembro de 2016
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