Vladimir Kush

Vladimir KUSH, Ripples on the Ocean, (Ondulações no Oceano)

Rumi

A vela do navio do ser humano é a fé.
Quando há uma vela, o vento pode levá-lo
A um lugar após outro de poder e maravilha.
Sem vela, todas as palavras são ventos.

Jalāl-ad-Dīn Muhammad RUMI




quarta-feira, 22 de outubro de 2014

inventor de instrumentos musicais

Antoine-Joseph Sax, também chamado Adolphe Sax, descobriu que são apenas as proporções da coluna de ar no cilindro sonoro que produzem o timbre. Filho de um construtor de instrumentos musicais trabalhou com o pai e inventou o saxofone há pouco menos de 200 anos. 

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Ponte Macau - Zhuhai - Hong Kong

Está em construção uma série de pontes e túneis para ligar as três maiores cidades no delta do Rio das Pérolas, China. Esta fotografia é das obras em Macau em Junho deste ano e está na Wikipedia.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

as árvores que fugiram a rir

«-Sim, Toby. É um recurso engenhoso para o qual apelam os ladrões quando se vêem perseguidos de perto. Ocultam as roupas que vestem num ervaçal e colocam-se, como vês, erguendo os braços, depois de empunhar alguns ramos. Os perseguidores passam longe, tomando-os por verdadeiras árvores.
-Parece incrível! - confessou Toby, admirado
-Conta-se a tal propósito uma anedota deveras engraçada. Encarregaram um oficial, teu compatriota [inglês], de exterminar certo bando de malfeitores que infestava o Bheel. Uma tarde em que seguia as pegadas dos bandidos, encontrou-se inopinadamente, com os soldados que comandava, ante um grupo de árvores de ramos secos e nus. Um tanto surpreendido ao ver árvores secas entre outras de verde e esplêndida ramaria, mandou fazer alto e, para limpar o suor, pendurou o capacete num dos galhos de tais árvores. E sabes o que era?
-Não...
-O braço de um bandido!
-Essa é dura de roer!
-É absolutamente verídico. Os ladrões foram descobertos, porque não puderam sofrear o riso ao verificar a boa fé do oficial, que ficou estarrecido de assombro ao ver fugir as árvores com o capacete!»

Emílio Salgari, a "montanha de luz", Nº1 Colecção SALGARI, 6ª Edição, Romano Torres, Lisboa, 1981

A montanha de luz (La montagna di luce) faz parte das Aventuras na Índia e foi publicado pela primeira vez em 1902. A imagem é de um filme italiano de 1965 inspirado neste livro e com o mesmo nome. 

terça-feira, 14 de outubro de 2014

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Ataque português a Jeddah (Judá), 1517

«Em 1517, uma frota portuguesa inteira. com mais de 3.000 soldados e marinheiros, partiu para a Índia para controlar o Mar Vermelho. A invasão andou anos a ser preparada, mas a ocasião não podia ter sido mais propícia. O sultão otomano, Selim, o Taciturno tinha acabado de conquistar o Egito e as respetivas colónias, Síria e Arábia, mas os antigos territórios mamelucos continuavam agitados. Por breves momentos, o objetivo de D. Manuel parecia facilmente concretizável: do Suez, eram só uns dias de caminho até à cidade de Jerusalém.

A frota chegou a Aden, onde os cruzados foram inesperadamente recebidos de braços abertos. Aden estava completamente em pânico por causa dos invasores otomanos, que há muito eram conhecidos pelo tratamento atroz que davam aos Árabes. Se os Portugueses tivessem dito que queriam a cidade, relatou um mercador alemão, chamado Lazarus Nürnberger, a cidade ter-lhes-ía sido entregue no mesmo instante. Mas, em vez de aceitarem a chave de entrada no Mar Vermelho, os indecisos comandantes seguiram para Jeddah (Judá). Lançaram âncora, reuniram-se e decidiram que a passagem para Meca estava tão fortemente defendida que seria arriscado atacar. Em vez disso regressaram a Aden, mas, desta vez, o governador tinha perdido a fé nos irresolutos cristãos e a frota foi às voltas até à Índia. Quando lá chegou, muitos dos homens que ainda não tinham desertado tinham-se perdido em violentas tempestades.»

Guerra Santa, As Viagens Épicas de Vasco da Gama e o Ponto de Viragem em Séculos de Confrontos Entre Civilizações
Por NIGEL CLIFF

ver aqui

a imagem está na Wikipedia como provindo do livro The Ottoman Age of Exploration mas encontrei-a também como proveniente de Gaspar Corrêa, Lendas de Índia, 1858, no site da Newberry Library, Chicago: Greenlee Collection