Vladimir Kush

Vladimir KUSH, Ripples on the Ocean, (Ondulações no Oceano)

Rumi

A vela do navio do ser humano é a fé.
Quando há uma vela, o vento pode levá-lo
A um lugar após outro de poder e maravilha.
Sem vela, todas as palavras são ventos.

Jalāl-ad-Dīn Muhammad RUMI




sábado, 31 de agosto de 2013

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Para os meus poemas

"Para os meus poemas, escritos tão cedo na vida, tão cedo
Eu não sabia que era poeta ainda,
Forçados a afastar-se de mim tal como os salpicos de uma fonte
Um foguete faiscando ainda,

Poemas trovejando de mim, invadindo, como alguns pequeninos diabretes
O santuário onde o sono e o incenso se entrelaçam,
Os seus temas feitos de morte e juventude, os meus poemas,
Minhas sempre não lidas linhas!

Atirados para aqui e para ali entre o pó de várias livrarias, 
(não os toca então, agora, nenhum polegar de leitor!),
Para os meus poemas, armazenados ao fundo como vinhos de preciosa colheita,
Sei que um tempo virá."
Marina Tsvetaieva

Tradução da tradução inglesa no projecto "Poemas na Parede", Leiden, 1992. Este foi o primeiro poema.

"For my poems, written down so soon in life, so early 
I did not know I was a poet yet, 
Forced loose from me like droplets from a fountain, 
A rocket's sparking yet, 

Poems storming from me, invading, like some tiny demons 
The sanctuary where sleep and incense twine, 
Their themes made up of youth and death, my poems, 
My always unread lines! 

Thrown here and there amid the dust of various bookshops, 
(untouches then, now, by any readers thumb!), 
For my poems, stored deep like wines of precious vintage, 
I know a time will come." 
Projecto "Muurgedichten"


«Моим стихам, написанным так рано…»

Моим стихам, написанным так рано,
Что и не знала я, что я — поэт,
Сорвавшимся, как брызги из фонтана,
Как искры из ракет,

Ворвавшимся, как маленькие черти,
В святилище, где сон и фимиам,
Моим стихам о юности и смерти,
- Нечитанным стихам! -

Разбросанным в пыли по магазинам
(Где их никто не брал и не берет!),
Моим стихам, как драгоценным винам,
Настанет свой черед.

Май 1913, Коктебель

Poema no site sobre Marina Tsvetaieva em russo: www.tsvetayeva.com

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Dão crédito a palavras que são ventos

Quanta incerta esperança, quanto engano!
Quanto viver de falsos pensamentos,
Pois todos vão fazer seus fundamentos
Só no mesmo em que está seu próprio dano! 

Na incerta vida estribam de um humano; 
Dão crédito a palavras que são ventos;
Choram depois as horas e os momentos 
Que riram com mais gosto em todo o ano. 

Não haja em aparências confianças; 
Entendei que o viver é de emprestado; 
Que o de que vive o mundo são mudanças. 

Mudai, pois, o sentido e o cuidado, 
Somente amando aquelas esperanças 
Que duram pera sempre co'o amado.

(Sonetos acrescentados pela edição de Faria e Sousa, de 1685)

Soneto de Camões pintado na parede em Leiden em 1996 - desapareceu quando fizeram obras no prédio em Junho de 2002. Ver aqui.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

peixe frito em Odessa

Em Odessa, Ucrânia, comi destes peixes fritos.

As traduções são complicadas e o nome destes peixes em russo é Бычками (Bychkami) que o Google traduz para inglês como "gobies".

Tinha a informação de que são típicos de Odessa (e do Mar Negro e de Azov) e consegui descobri-los no menu do primeiro restaurante que encontrei. Gostei muito! :)

quarta-feira, 21 de agosto de 2013