Vladimir Kush

Vladimir KUSH, Ripples on the Ocean, (Ondulações no Oceano)

Rumi

A vela do navio do ser humano é a fé.
Quando há uma vela, o vento pode levá-lo
A um lugar após outro de poder e maravilha.
Sem vela, todas as palavras são ventos.

Jalāl-ad-Dīn Muhammad RUMI




segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

outro modo de ouvir

Quebra e abre o teu próprio eu
Para saborear a história da alma amêndoa.

Estas vozes vêm desse chocalhar
contra a casca exterior.

...

A amêndoa e o óleo interior
têm vozes que só podem ser escutadas
com outro modo de ouvir.

Se não fosse pela doçura da amêndoa,
a conversa interior, quem agitaria alguma vez o caroço?

Escutamos palavras
para podermos silenciosamente
chegar uns aos outros.
Deixa que ouvido e boca se aquietem
para que este sabor chegue ao lábio.

Há demasiado tempo que dizemos poesia,
fazemos discursos, explicamos o mistério em voz alta.

Tentemos uma experiência muda......!

Rumi

"Uma experiência muda"

domingo, 30 de janeiro de 2011

dinheiro

Dinheiro


...Quem quiser ter filhos que doire primeiro
A jarra onde, inteira, caiba alguma flor!
Ai dos que têm filhos, mas não têm herdeiro!
— Dinheiro! Dinheiro!
Ó canção de Amor!

As noivas sorriem, talvez, aos vinte anos.
Os amantes sonham... Sonho passageiro!
Música de estrelas: Ética de enganos;
Ilusões, perdidas depois dos vinte anos..
E logo outras nascem: Dinheiro! Dinheiro!

Teus pais, teus irmãos e tua mulher
Cercarão teu leito de herói derradeiro
(Ai de quem, ouvindo-os, nada lhes trouxer!)
E hão-de ali pedir-te o que o mundo quer:
— Dinheiro! Dinheiro!

Deixa-lhes os versos que um dia fizeste,
Amarrado ao lodo, porém verdadeiro.
E eles te dirão: — Pássaro celeste,
Morreste? Morrendo, que bem que fizeste!

Ó canção de amor!
Dinheiro! Dinheiro!

Pedro Homem de Mello, in "Os Amigos Infelizes"

sábado, 29 de janeiro de 2011

toma-me

Abdicação

Toma-me, ó noite eterna, nos teus braços

E chama-me teu filho.
                                Eu sou um rei
que voluntariamente abandonei
O meu trono de sonhos e cansaços.

Minha espada, pesada a braços lassos,
Em mão viris e calmas entreguei;
E meu cetro e coroa - eu os deixei
Na antecâmara, feitos em pedaços

Minha cota de malha, tão inútil,
Minhas esporas de um tinir tão fútil,
Deixei-as pela fria escadaria.

Despi a realeza, corpo e alma,
E regressei à noite antiga e calma
Como a paisagem ao morrer do dia.

Fernando Pessoa, Cancioneiro

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

quod nihil scitur

"Se eu a (proposição "que nada se sabe") souber provar, com razão concluirei que nada se sabe; se não souber tanto melhor, pois isso afirmava eu."

De multum nobili et prima universali scentia. Quod nihil scitur (Do mais nobre e universal primeiro saber. Que nada se sabe)

Francisco Sanches, Doutor em Filosofia e Medicina, 1580

embora já tenha feito um post sobre Francisco Sanches (carregar aqui) nunca é demais lembrar :)

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

gente que parecia que sabia tudo e demonstra não saber nada

"É uma crise causada, fomentada, por comportamentos irracionais de gente branca, de olhos azuis, que antes da crise parecia que sabia tudo e que, agora, demonstra não saber nada" - Lula da Silva em 2009, ao premier britânico, Gordon Brown.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

a festa do departamento de impostos

em 2006 Vitas participou na festa do 15º aniversário do Departamento Russo dos Impostos com a canção "Peço a todos os santos" - carregar aqui para ver e ouvir

Peço a Todos os Santos (Aos ícones sagrados)

"O que se passa comigo?
Estou sem forças, sem lágrimas
Onde estás, Senhor?
Salva-me por favor
Aos ícones sagrados
Acendo velas pelo amor

Que cada canção tenha as suas asas
Que as aves voem alto no céu
Que os nossos corações aqueçam
Novamente à espera que chegue a primavera
Peço a todos os santos
Pelos meus próximos e queridos e também pelos estranhos

Nos cruzamentos cada passo é difícil
Se ao menos pudesse saber, Senhor
Quem é meu amigo e quem meu inimigo
Mas na sombra das estrelas mudas
Não te esqueças de nós

Que cada canção tenha as suas asas
Que as aves voem alto no céu
Que os nossos corações aqueçam
Novamente à espera que chegue a primavera
Peço a todos os santos
Pelos meus próximos e queridos e também pelos estranhos

Que cada canção tenha as suas asas
Que as aves voem alto no céu
Que os nossos corações aqueçam
Novamente à espera que chegue a primavera
Peço a todos os santos
Pelos meus próximos e queridos e também pelos estranhos"

VITAS

traduzido da tradução para inglês encontrada aqui 
desenho de Vitas feito por OSA, encontrado aqui



terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Ó engenho sutil para seu dano!

Por sua Ninfa, Céfalo deixava
Aurora, que por ele se perdia;
posto que dá princípio ao claro dia,
posto que as roxas flores imitava.


Ele, que a bela Prócris tanto amava
que só por ela tudo enjeitaria,
deseja de atentar se lhe acharia
tão firme fé como nele achava.


Mudado o trajo, tece o duro engano;
outro se finge, preço põe diante;
quebra-se a fé mudável, e consente.


Ó engenho sutil para seu dano!
Vede que manhas busca um cego amante
para que sempre seja descontente!

O mito que serve de motivo a este soneto e ao seguinte é este: a Aurora apaixonou-se por Céfalo, rei da Tessália, e raptou-o. Mas Céfalo estava apaixonado pela esposa, a bela Prócris, e conseguiu libertar-se da Aurora. Quis, porém, experimentar se Prócris era tão constante no amor como ele próprio o tinha sido. Para isso, disfarça-se, oferece-lhe presentes; Prócris cede, sem perceber que quem a cortejava era o marido. O último terceto evidencia a significação que Camões atribuía ao mito: a que extremos recorre um cego amante para se torturar. Os versos 10 e 11 revelam a poderosa capacidade de síntese de Camões.

Publicado pela 1ª vez em 1616.

Notas
V. 2 - Aurora - filha de Titã e da Terra; divindade mitológica que preside ao nascimento do dia.
V. 3-4 - posto que - apesar de - A intenção dos versos é a de sublinhar os encantos de Aurora; roxas - vermelhas.
V. 7 - atentar - ver, no sentido de verificar.
V. 8 - tão firme fé - tanta fidelidade.
V. 10 - preço põe diante - oferece-lhe presentes.
V. 11 - e consente - Entenda-se: e Prócris consente.

Sentindo-se tomada a bela esposa
de Céfalo, no crime consentido,
para os montes fugia do marido;
e não sei se de astuta ou vergonhosa.


Porque ele, enfim, sofrendo a dor ciosa,
de amor cego e forçoso compelido,
após ela se vai como perdido,
já perdoando a culpa criminosa.


Deita-se aos pés da Ninfa endurecida,
que do cioso engano está agravada;
já lhe pede perdão, já pede a vida.


Ó força de afeição desatinada!
Que de culpa contra ele cometida,
perdão pedia à parte que é culpada!

Luís de Camões, Lírica Completa II, Prefácio e Notas de Maria de Lurdes Saraiva, p. 129 e 130, Imprensa Nacional - Casa da Moeda, Lisboa, 1980

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

a criada lá de cima

esta cantiguinha era muito popular há uns quarenta anos atrás e ficou-me na memória - não vou dissertar aqui sobre o que me ocorre a respeito dela, digo apenas que procurei na net e está incluída nas lenga-lengas para crianças em diversos locais

a criada lá de cima

é feita de papelão

quando vai fazer as camas

diz assim para o patrão

sete e sete são catorze

com mais sete vinte e um

tenho sete namorados

e não gosto de nenhum

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

avaliações

-Vendemos seiscentos ou setecentos carneiros por ano - respondeu Jane - e também umas boas centenas de ovelhas. Mas o dinheiro provém principalmente da lã, claro.

-Não era no dinheiro que eu estava a pensar - redarguiu a rapariga. - Deve ser uma satisfação produzir tão grande quantidade de matéria nutritiva.

-Uma satisfação? ...

-Evidentemente. Não se sente feliz por poder abastecer o mercado de tanta carne?

Jane sorriu.

-Confesso que nunca encarei a questão sob esse aspecto. Limitamo-nos a enviar os animais para o matadouro e, na parte que nos diz respeito, consideramos terminada aí a nossa intervenção, restando-nos apenas depositar o cheque no Banco quando ele nos chega às mãos.

-É um belo trabalho o vosso... belo e útil - declarou Jennifer.

Jane Dorman encarou-a, intrigada. Era a primeira vez que ouvia alguém atribuir valor moral à missão que ela e Jack tinham desempenhado desde a sua chegada à Austrália. Nos primeiros anos haviam-nos olhado com desdém, como se fossem simples provincianos incapazes de ganhar a vida na cidade e que, por isso mesmo, se viam constrangidos a viverem do trabalho da terra. Durante o difícil período que mediara entre as duas guerras, quando o quilo de lã não valia mais que três xelins, nunca ninguém mostrara a preocupação de saber se eles tiravam lucros do negócio ou se, pelo contrário, caminhavam para a ruína. Ultimamente, porém, com a lã dez vezes mais cara, havia muito quem os acusasse de oportunistas, exploradores e outras coisas quejandas. Contudo, ainda ninguém se atrevera a afirmar que o trabalho por eles realizado tinha algum valor social.

Nevil Shute, O País Longínquo, p. 161, Editorial Minerva, Lisboa (sem data, o original é de 1957)

Na imagem activistas da PETA - Pessoas para o Tratamento Ético dos Animais, 2006: "A Nudez É Melhor Que Usar Lã Australiana"

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

fácil

"Quando eu estive no deserto", disse um dia Nasruddin, "pus a fugir uma tribo inteira de horríveis e sangüinários beduínos." "Como é que fizeste isso?" "Fácil. Fugi e eles fugiram atrás de mim."

Idries Shah, Os Sufis, 7

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

a chama azul

"-Uma bela tarde, saí de casa, fui até à cerca ver o gado e, maquinalmente, levei o cachimbo à boca. Não me apetecia fumar, com o ar quente como estava, mas não tinha nada que fazer e uma boa cachimbada sempre ajuda a matar o tempo. Risquei um fósforo e, por acaso, reparei na chama: era azul, completamente azul. Imaginem: ali, em pleno campo, ao ar livre, sem resquícios de vento, não havia a mais pequena mancha amarela na chama do fósforo.

Os três visitantes encararam-no.

-É fantástico! - murmurou Jack Dorman.

-Nessa altura ainda não tínhamos o rádio - continuou Slim - Apaguei o fósforo imediatamente, selei o cavalo e pus-me a caminho do Jig. Assim que lá cheguei, peguei no telefone e pedi uma chamada para Mr. Considine, que era o chefe dos serviços. Disse-lhe que o meu fósforo dava uma chama azul ao ar livre e ele limitou-se a perguntar se eu não estava bêbado nem nada. Antes de desligar informou-me de que o incêndio que lavrava no monte Buller se dirigia para a minha zona e aconselhou-me a evacuar toda a gente que ainda se encontrava no vale e a procurar refúgio em local seguro."

Nevil Shute, O País Longínquo, p. 137, Editorial Minerva, Lisboa (sem data mas o original é de 1952)

sábado, 15 de janeiro de 2011

informalidade

Tu tomas uma forma, dizendo: "Eu sou isto".

Por Deus, tu não és isto ou aquilo ou outra coisa.

Tu és "O Único", "Arrebata-Corações".

És o trono e o palácio e o rei;

És as aves e o laço, e o caçador.

Como a água no jarro e no rio é, em essência, a mesma,

O teu espírito é o mesmo.

Todos os teus ídolos se prostram diante de ti;

Toda a forma de pensamento perece na tua informalidade."

Mevlana Celaleddin Rumi

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

antimatéria

um positrão é a partícula simétrica de um electrão: os electrões têm carga eléctrica negativa, os positrões carga eléctrica positiva, mas enquanto os electrões existem, os positrões começaram por ser teóricos e depois produzidos com enorme e complexo aparato tecnológico, recentemente foram detectados por um satélite, produzidos naturalmente por tempestade terrestre

veja aqui a notícia traduzida para português, aqui a notícia da NASA em inglês e aqui o video no youtube

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

o mundo do piloto

"As distâncias nada significam para o piloto; num dia está em Singapura, no outro em Sidney. Para ele o mundo era uma sucessão de hotéis unidos por monótonos intervalos de nuvens."

Nevil Shute, O Mecânico de Miniaturas, Editorial Minerva, Lisboa, 1961, p. 92

O título original deste livro é "Trustee from the toolroom"

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Sirombo

Sirombo

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Havia um homem que tinha duas mulheres. Uma não tinha filhos, a outra tinha uma filhinha muito linda que se chamava Sirombo. A mulher que não tinha filhos, cheia de inveja, um dia que a outra foi buscar água, deitou-a ao rio para a matar. Ela, porém, não morreu, porque ao cair apanhou-a o rei dos peixes que a levou para o seu palácio e lhe deu muitas prendas; casaram-se e ficaram ambos a viver lá no fundo do rio.

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A mulher má quando chegou a casa fingiu-se toda aflita e disse ao marido que a outra se afogara. Dali em diante principiou a mal tratar a Sirombo quanto pôde; tirou-lhe os enfeites, cortou-lhe o cabelo e sujou-a toda para ela parecer feia; depois mandou-a buscar água. Sirombo foi, a chorar, mas logo que meteu a bilha na água ouviu a voz da mãe perguntando se era ela quem estava a fazer buin, buin, e respondeu-lhe ela que sim, saiu das ondas a mãe, toda enfeitada, como rainha dos peixes que era, e pôs-se a fazer-lhe muitos mimos e a perguntar por tudo quanto deixara em casa:

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És tu minha filha Sirombo que fazes buin, buin?

Sim, mãe, sou eu.

Teu pai está bom?

Sim, mãe, está bom.

Os bois de teu pai, estão bons?

Sim, mãe, estão bons.

Os porcos de teu pai, estão bons?

Sim, mãe, estão bons.

As galinhas de teu pai, estão boas?

Sim, mãe, estão boas.

O sol está a pôr-se, vai-te.

Ó mãe, quero mamar.

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A mãe deu-lhe de mamar; e começou a penteá-la, e, à medida que a ia penteando, ia-lhe crescendo o cabelo; depois, pôs-lhe muitas contas de todas as cores, e quando o sol acabou de se pôr, a mãe voltou para dentro da água.

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A madrasta, vendo Sirombo tão bonita, enfureceu-se, arrancou-lhe todos os enfeites, e tornou a sujá-la. No dia seguinte aconteceu o mesmo e no outro também. Por fim Sirombo contou ao pai o que era sucedido. À tarde foi o pai com muitos amigos esconder-se perto do sítio onde Sirombo costumava ir buscar água. Viram que era tudo verdade e, quando a mãe ia para retirar-se, os homens saíram do esconderijo e quiseram agarrá-la; mas ela fugiu-lhes e voltou para ao pé do seu novo marido, o rei dos peixes. Então foram buscar a mulher má e o marido arrancou-lhe o coração.

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Revista Lusitana, Vol. I, Livraria Portuense, 1888-1889, D. Cecília Schmidt Branco, Contos africanos (Benguela), p. 53

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A imagem é "Maman et Moi II" de Johanna, encontrada aqui

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Ai

domador de leones Upload feito originalmente por Camila Candia

"Ai de quem me roubar o prazer de ser mau!" dizia o domador brandindo o chicote. O seu lema era: "Faz aos outros o que não queres que te façam a ti."

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Formas de Arte da Natureza

"Kunstformen der Natur" (Formas de Arte da Natureza) é um livro com impressões litográficas e autotipos do biólogo alemão Ernst Haeckel. Foram publicadas primeiro em grupos de 10, entre 1899 e 1904, e em volume completo em 1904. São 100 gravuras de organismos diversos, alguns descritos pela primeira vez pelo próprio Haeckel. Este livro está agora em domínio público e digitalizado na internet. Pode ser visto aqui.

Segundo a Wikipédia este livro influenciou a Art Nouveau.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Yakutsk

A cidade onde as escolas só fecham se a temperatura atingir -55º C mas os infantários fecham se atingir -50º C. Diz a lenda que quando Deus criou o mundo e andava a distribuir riquezas, ao chegar a Yakutsk gelaram-se-lhe as mãos e deixou cair tudo: ouro, diamantes, petróleo, todos os elementos da tabela periódica são abundantes nesta região onde -40º C são descritos como "frio, mas não muito frio".

Durante a Guerra Fria os habitantes divertiam-se a dizer que se o Oeste os quisesse destruir não precisava de lançar a bomba atómica, bastava desligar-lhes o aquecimento durante umas horas.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Sopa branca

O cação é um peixe da família do tubarão e da raia e a sopa de cação é uma das receitas mais apreciadas da gastronomia alentejana. No entanto pode fazer-se apenas o caldo e, nesse caso, chama-se sopa branca. Pode levar, ou não, ovos:

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Ingredientes: •coentros •poejos •alhos •sal grosso •farinha •azeite •1 ovo por pessoa •pão duro

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Começa-se por pisar os coentros, os poejos, os alhos descascados e laminados com o sal grosso no almofariz de modo a obter uma pasta. (Tal e qual como se começa a açorda.)

Depois põe-se essa mistura numa panela, rega-se com um generoso fio de azeite e deixa-se aquecer, misturando de seguida algumas colheres de farinha, para obter o que está na fotografia.

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De seguida, acrescenta-se lentamente, aos poucos, água a ferver, e vai-se mexendo sempre, até se obter a consistência que se desejar. Quando estiver pronta, acrescenta-se os ovos. Põe-se no mínimo e evita-se mexer durante uns dois ou três minutos para os ovos não se desfazerem. Depois pode mexer-se mas com cuidado.

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Prepara-se a terrina com sopas de pão e deita-se a sopa sobre elas para irem amolecendo.